A semana de Natal terá agenda curta
E mais relatórios para você começar a semana
A semana de Natal terá agenda econômica mais curta, mas com indicadores relevantes para os mercados. Os principais destaques são a divulgação do IPCA-15 de dezembro no Brasil e a primeira leitura do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos no terceiro trimestre, segundo análise de Leandro Manzoni, do Investing.com. Também entram no radar dados de inflação no Japão, em um período marcado por menor liquidez e maior sensibilidade a surpresas.
No Brasil, a atenção se concentra na terça-feira, com a prévia da inflação ao consumidor de dezembro. O mercado acompanha se o IPCA-15 confirma a permanência da inflação dentro da banda de tolerância da meta, cujo centro é de 3% ao ano. Antes disso, na segunda-feira, o Banco Central divulga o Boletim Focus, com expectativa sobre possíveis ajustes nas projeções para o IPCA de 2027, além da Pesquisa Firmus, que reúne a visão das empresas do setor real sobre a economia.
No cenário internacional, os Estados Unidos divulgam na terça-feira a leitura do PIB do terceiro trimestre, estimada em crescimento de 3,2% na comparação anual. No Japão, o Banco do Japão publica a ata da última reunião de política monetária, após a elevação dos juros para 0,75%, enquanto na noite do dia 25 serão conhecidos dados de inflação em Tóquio, produção industrial, vendas no varejo e desemprego. A semana se encerra na sexta-feira com a divulgação das estatísticas monetárias e de crédito de novembro pelo Banco Central do Brasil.
Confira a rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa [IBOV] encerrou a semana em queda, mantendo um padrão recente de maior intensidade nos movimentos de baixa em relação às altas. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o índice tem apresentado dificuldade para sustentar avanços prolongados. “O mercado demora vários pregões para subir, mas em um único dia acaba devolvendo todo esse movimento”, afirma. Apesar de um pregão positivo no fechamento da sexta-feira, o saldo semanal permaneceu negativo.
De acordo com o analista, o índice encontra um suporte relevante na região dos 155 mil pontos. A perda desse patamar pode abrir espaço para uma correção mais ampla nas próximas semanas. “Abaixo dos 155 mil pontos, sim, vejo início de um movimento corretivo mais consistente”, diz Borges. No curto prazo, o cenário é de lateralidade, com ações se movendo de forma descolada entre si, enquanto a principal resistência está localizada em torno dos 163,2 mil pontos.
Vale [VALE3]
No caso da Vale, o movimento segue construtivo após o rompimento de uma linha de tendência de baixa. A ação confirmou a retomada da trajetória de alta e voltou a apontar para níveis próximos às máximas históricas, já ajustadas por proventos. Para quem mantém posição no papel, Borges recomenda cautela e proteção de ganhos. “Depois desse movimento, é saudável trabalhar com stops abaixo dos candles semanais positivos”, afirma. Segundo ele, uma realização de lucros passa a fazer sentido abaixo de R$ 68,20, enquanto a região de R$ 73,74 pode justificar ao menos uma realização parcial.
Minerva [BEEF3]
A Minerva apresenta um quadro técnico mais negativo. A ação confirmou uma reversão de tendência e segue apontando para baixo, com alvo no fechamento de um gap próximo a R$ 4,78. Isso representa um potencial de queda de cerca de 16% em relação aos níveis atuais. “O ativo já reverteu, cai com facilidade e tem dificuldade para corrigir”, avalia Borges. O analista observa regiões entre R$ 6,00 e R$ 6,20 como pontos para possíveis realizações na ponta vendedora e afirma que não há sinais de compra no curto prazo.
Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]
Já o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice permanece em movimento lateral pela quinta semana consecutiva, oscilando entre R$ 62,00 e R$ 71,00. Segundo Borges, o comportamento reflete a consolidação das principais criptomoedas da carteira. “Bitcoin e Ethereum têm peso relevante no fundo, o que justifica essa movimentação mais travada”, explica. Para o analista, compras semanais podem fazer sentido enquanto o ativo se mantém nesse intervalo.
O especialista alerta para níveis técnicos decisivos. A perda do suporte em R$ 59,40 pode levar o fundo a uma queda mais acentuada, em direção à faixa entre R$ 41,00 e R$ 43,00. Em contrapartida, o rompimento da resistência em R$ 71,50 deve destravar um movimento mais forte de alta. “Quanto mais tempo o ativo consolida, maior tende a ser a movimentação seguinte”, diz Borges, que projeta alvo em torno de R$ 95,00 por cota caso a resistência seja superada.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Outlook de Estratégia Brasil 2026 - BTG Pactual
BTG: “Esperamos que 2026 comece de forma semelhante aos últimos meses de 2025, com bom desempenho das ações brasileiras, sustentado pela flexibilização dos ciclos monetários nos Estados Unidos e no Brasil. Deve haver menos impulso vindo dos EUA, já que as taxas tendem a permanecer estáveis no primeiro semestre de 2026. Ainda assim, a queda das taxas no Brasil pode ser suficiente para continuar impulsionando os mercados locais.”
Mater Dei [MATD3] - Banco Safra
O Banco Safra elevou a recomendação da Mater Dei para outperform, ao avaliar que a ação negocia a um valuation atrativo diante da melhora operacional e do foco maior nos ativos centrais. O banco destaca a reaceleração do crescimento, avanço de margens e maior eficiência após a venda de ativos não estratégicos, além do desconto de cerca de 31% em relação à Rede D’Or.
Confira o relatório completo
Intelbras [INTB3] - Banco Safra
O Banco Safra iniciou a cobertura da Intelbras com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 13,70 por ação, o que implica potencial de alta de cerca de 16%. Na avaliação do banco, a companhia mantém posição de liderança nos segmentos de segurança, comunicação e energia, apoiada por marca forte, portfólio integrado e ampla rede de distribuição no Brasil.
Latam Pulse - Bloomberg
Latam Pulse é uma iniciativa conjunta da AtlasIntel e da Bloomberg que fornece dados mensais sobre a situação política, social e econômica de seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru.
Boas festas!










