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Agenda da semana (4 a 8 de maio)
Os dados de emprego de abril nos Estados Unidos concentram as atenções na próxima semana e devem orientar as apostas para a política monetária do Federal Reserve. A avaliação, segundo Leandro Manzoni, do Investing, é que um mercado de trabalho equilibrado, sem aceleração ou deterioração brusca, pode permitir ao Fed administrar as expectativas de inflação sem mudanças imediatas nos juros, mesmo com a pressão recente do petróleo causada pelo conflito no Irã.
No Brasil, a ata do Copom será o principal evento. O documento deve detalhar o tom mais duro adotado pelo Banco Central após o corte de 25 pontos-base na Selic. O mercado busca sinais sobre uma possível interrupção do ciclo de ajustes, diante da combinação de atividade econômica resiliente, inflação em serviços e expectativas desancoradas.
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa registra um movimento de repique no curto prazo, mas sem sinal de entrada consistente de liquidez, segundo Filipe Borges. “O mercado não apresentou uma liquidez prévia que sustentasse esse avanço, então vejo esse movimento mais como um repique”, afirma. De acordo com o analista técnico da NMS Research, o índice pode encontrar resistência na faixa de 188.400 pontos e ainda há risco de perda dos 181 mil pontos. “A faixa entre 175 mil e 179 mil pontos surge como uma possível região de compra nos próximos dias”, diz.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras operam em lateralidade entre R$ 43,80 e R$ 50,00, enquanto o petróleo volta a indicar recuperação. Borges avalia que um rompimento da resistência pode abrir espaço para valorização adicional. “Se superar os R$ 50,00, o papel pode buscar entre R$ 56,00 e R$ 57,00, replicando a amplitude dessa consolidação”, afirma. Segundo ele, o nível de proteção para a operação ficaria abaixo de R$ 43,70. “Esse é o ponto que invalida a estrutura de alta no curto prazo”, acrescenta.
Vale [VALE3]
Os papéis da Vale apresentam tendência de queda no gráfico semanal após uma valorização acumulada relevante. Borges destaca que o ativo subiu cerca de 90% antes de iniciar o movimento de correção. “Vejo grande probabilidade de rompimento da mínima em R$ 74,00, o que reforça o cenário de continuidade da queda”, afirma. Para o analista, oportunidades de entrada aparecem apenas em níveis mais baixos. “As regiões de compra ficam entre R$ 62,50 e R$ 55,00, e quem está posicionado pode considerar realizar lucro na próxima oportunidade”, diz.
Bitcoin
O Bitcoin segue em movimento corretivo iniciado na semana passada, com possibilidade de novas quedas no horizonte, de acordo com Borges. “Ainda há espaço para o ativo recuar até a faixa de 80 mil a 82 mil dólares, mas isso faz parte de uma correção dentro de uma tendência maior”, afirma. No entanto, o analista alerta para risco de intensificação da baixa. “A perda dos 68 mil dólares indicaria reversão de tendência e poderia levar o preço a testar a região dos 60 mil dólares”, diz. Ele aponta ainda a faixa entre 81 mil e 83 mil dólares como zona de realização para investidores posicionados.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Brazilian Utilities: 1Q26 Earnings Preview - XP
A XP Investimentos projeta resultados operacionais sólidos para distribuidoras como Axia e Energisa, enquanto o segmento de geração deve apresentar um desempenho misto devido ao curtailment e aos preços spot. A Sabesp segue em trajetória de melhora, com preço-alvo ajustado para R$ 31,50.
Bradsaúde - Itaú BBA
A Bradsaúde teve sua recomendação elevada para Compra pelo Itaú BBA, com preço-alvo de R$ 19,00 para o final de 2026. O upgrade reflete a retomada no ganho de participação de mercado nas principais capitais brasileiras, impulsionada principalmente pela estratégia de expansão hospitalar via Atlântica D'Or. Com um controle mais rígido de fraudes e redução de reembolsos, a rentabilidade da operação de seguros atingiu um ROE de 38%, superando os patamares pré-pandemia. Negociada a 10x P/E para 2026, a ação é vista como atrativa, com projeção de lucro líquido de R$ 4,2 bilhões e um dividend yield estimado em 7% para o período.
Decisão do COPOM de Abril - BTG Pactual
O Copom reduziu a taxa Selic em 25 pontos-base, para 14,50% a.a., em uma decisão que o BTG Pactual considerou mais dovish do que o esperado pelo mercado. O comitê manteve a sinalização de continuidade do ciclo de ajustes, frustrando parte dos investidores que previa uma indicação de pausa para a próxima reunião. Embora a projeção de inflação para o horizonte relevante tenha subido para 3,5%, o BC minimizou o dado devido à elevada incerteza externa e aos conflitos no Oriente Médio. O cenário-base do banco projeta um novo corte de 25 pb em junho, mas ressalta que o espaço para reduções totais em 2026 pode encurtar caso a desancoragem das expectativas persista.
Investment Manager Survey - Itaú BBA
O sentimento em relação às ações brasileiras permanece majoritariamente positivo, embora tenha apresentado uma leve moderação em comparação ao final de 2025. Segundo a nova edição do Investment Manager Survey do Itaú BBA, o otimismo domina 77,6% dos investidores consultados, que projetam o Ibovespa acima dos 212 mil pontos até o fim de 2026.
MÍDIAS DA SEMANA
MEMOLOGY
Chris Waller é membro do FED




















