Banco Central ganha espaço para cortar juros em agosto e setembro
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Panorama da Semana
O calendário americano fica vazio até quinta e sexta, quando saem os únicos indicadores relevantes da semana. O mercado usa o intervalo para digerir o CPI mais fraco de junho, o discurso embolado do Fed e a tarifa que os EUA acabaram de aplicar sobre o Brasil.
🟩 Fed dividido
O núcleo do CPI ficou estável em junho e surpreendeu o mercado para baixo. O alívio não durou. Warsh fez seu primeiro depoimento semestral ao Congresso e evitou qualquer sinalização sobre juros, respondendo com generalidades mesmo quando perguntado sobre pontos específicos. Os outros membros do FED, Waller, Jefferson e Logan preencheram o vácuo com discurso mais duro. O mercado ainda precifica mais de uma alta até o fim do ano, mesmo com o CPI fraco.
Na quinta saem os pedidos de seguro desemprego. Na sexta, os PMIs flash de julho e as vendas de casas novas.
🟩 Petróleo sobe de novo
O Brent voltou a 88 dólares, saindo de 72 no começo do mês, com o conflito no Oriente Médio outra vez em foco. A gasolina nos EUA se aproxima de 4 dólares o galão. O JPMorgan já reduziu a expectativa de alívio energético para o segundo semestre, mesmo com o consumidor americano ainda gastando bem.
🟩 Brasil é taxado em 25%
Os EUA confirmaram a tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, com base em investigação por práticas comerciais desleais. Ficam de fora petróleo, café, aeronaves e peças, carne bovina e suco de laranja, o que cobre quase metade do que o Brasil vendia aos EUA antes de a discussão começar. Como a fatia americana nas exportações brasileiras já caiu para menos de 10%, o impacto econômico direto tende a ser pequeno. O efeito político é outra história, às vésperas da eleição de outubro. Rubio culpou a falta de negociação do governo Lula. O Planalto respondeu que a tarifa nasce de uma narrativa da família Bolsonaro e que vai acionar a Lei de Reciprocidade. Ainda paira uma investigação separada sobre trabalho forçado que pode render mais 12,5% de tarifa ao país.
🟩 BCB ganha espaço para cortar em agosto e setembro
Os dados de maio vieram fracos em quase tudo. Serviços caíram 0,4%, o varejo recuou 0,2%, o IBC-Br contraiu 0,1%. O PIB deve desacelerar de mais de 4% no primeiro trimestre para cerca de 2% no segundo. Somado ao CPI de junho abaixo do piso esperado, vemos espaço para o BCB cortar 25 pontos base tanto em agosto quanto em setembro, levando a Selic a 13,75%.
A pausa deve vir logo depois. O banco espera pressão inflacionária de volta a partir de setembro, com um El Niño forte, do porte do de 2015-2016, e com os programas de crédito do governo (Move Brasil, Desenrola 2.0) sustentando a atividade no segundo semestre. A leitura é que 2027 começa com juro apertado e o corte só volta em abril, principalmente se o próximo governo trouxer ajuste fiscal mais consistente.
Sem divulgação de indicadores no Brasil nesta semana.
Calendário da Semana
<sem indicadores relevantes no Brasil>
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
IBOV
Índice,enfim, faz o rompimento daquela consolidação que estava entre 167.500 a 175.000. Teve bela impulsão no final da semana passada. Agora a gente observa que o IBOV trabalha em canal de alta. Canal com pouca angulação, característica corretiva até o momento, mas enquanto se mantiver acima dos 170 mil pontos,deve seguir com movimentações de alta. Alvo dessa movimentação final fica entre os 183 mil, 188.680
AURA33
Aura continua com sua tendência de baixa. Rompimento do importante suporte na faixa dos 86 abre espaço pra mais queda, com alvo desse pivot de baixa entre 65 a 49 e por unidade. Reitero que ouro segue em movimentação de baixa, prata também, e Aura por consequência segue seu fluxo baixista para os próximos dias.
VALE3
Entra em consolidação entre os 71,80 e 75,07. Vejo fundos nivelados como boa região pra captura de liquidez, ou seja, vejo grande probabilidade de vale romper suporte no 71,85. Temos duas regiões de vale interessantes. Primeira é 68,80 até a região dos 65,70 e depois regiao mais abaixo e mais importante entre os 63,30 e 60,0


















