Bolsa lidera em novembro e só perde para o Ouro em 2025
Raio-x da próxima semana e relatórios
O PIB do terceiro trimestre do Brasil será o principal indicador da próxima semana e pode definir o momento do primeiro corte da Selic em 2026. A divulgação ocorre na quinta-feira (4), às 9h, pelo IBGE. Caso o resultado confirme a retração de 0,9% apontada pelo IBC-Br, crescem as chances de flexibilização monetária já na reunião de janeiro.
Antes disso, o mercado acompanhará a reunião da Opep no domingo (30), o Boletim Focus na segunda-feira (1º) e o discurso de Jerome Powell no mesmo dia, que pode sinalizar o rumo da política monetária dos EUA.
A agenda inclui ainda dados industriais no Brasil, indicadores de emprego e inflação na Europa e nos EUA, além do PCE americano, que será divulgado na sexta-feira (5).
A semana começa com eventos de destaque no exterior. No domingo (30), a Opep se reúne com expectativa de manutenção dos atuais níveis de produção, já que o Brent opera perto de US$ 60. No mesmo dia, o presidente do Banco do Japão discursa sobre o futuro da política de juros do país. Na segunda-feira (1º), investidores acompanham o Boletim Focus no Brasil e a fala de Jerome Powell nos EUA.
Na terça-feira (2), o mercado brasileiro recebe a produção industrial de outubro, enquanto a Zona do Euro divulga sua prévia de inflação e a taxa de desemprego. Na quarta-feira (3), os EUA publicam os dados de emprego privado da ADP e números atualizados da produção industrial.
O ponto central da semana ocorre na quinta-feira (4), com o PIB do Brasil. Também serão divulgados dados de demissões no setor privado americano e a balança comercial brasileira. A sexta-feira (5) encerra a agenda com a inflação ao produtor no Brasil, o índice PCE — referência para o Federal Reserve — e a prévia da confiança do consumidor nos EUA.
De olho nos gráficos
Itaú [ITUB4]
O Itaú mantém o movimento de alta nesta sexta-feira e opera na região de R$ 41,60 após firmar suporte em R$ 39,50. O papel abriu com gap e registrou volume acima da média. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o comportamento de preço mostra uma força compradora evidente no pregão de hoje”. Para operações de curto prazo, ele considera viável manter stops abaixo de R$ 41,00 e aponta alvos entre R$ 43,00 e R$ 44,00. Borges lembra que Itaú, assim como o Ibovespa, ainda não realizou uma correção de 50%, o que reduz a probabilidade de manutenção da tendência no longo prazo.
Hashdax Nasdaq [HSH11]
O Hashdax Nasdaq sustenta um cenário positivo enquanto permanece acima das faixas de R$ 55,00 a R$ 58,00 por cota. A avaliação segue alinhada ao repique do Bitcoin, que voltou a respeitar um suporte importante no gráfico mensal. Borges projeta avanço da criptomoeda para a zona entre US$ 100 mil e US$ 105 mil nas próximas semanas e estima que o Ethereum pode sair dos atuais US$ 3.000 para níveis de até US$ 3.500. Ele afirma que “Bitcoin e Ethereum respondem por quase toda a composição relevante do índice, e isso reforça a leitura de oportunidade no curto prazo”, com possibilidade de movimentos até a região de R$ 90,00.
Hapvida [HAPV3]
Hapvida segue em tendência de baixa e mantém espaço para recuar até R$ 12,50 no curto prazo. Borges recomenda cautela e não vê sinais de reversão enquanto o fluxo vendedor permanecer dominante. Mesmo que a ação teste a região projetada, ele pretende aguardar correções em gráficos de 15 e 30 minutos antes de avaliar compras. Investidores têm buscado entender se já é o momento de entrar no papel, mas o analista reforça que a pressão vendedora ainda limita qualquer tentativa de recuperação no curto prazo.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Year Ahead 2026 - UBS
O relatório do Itaú BBA aponta que as empresas listadas no Ao entrar em 2026, o mundo se encontra em um ponto de inflexão: o avanço da IA e da inovação será capaz de dar aos mercados e às economias uma “velocidade de escape”, rompendo a gravidade do aumento da dívida, da incerteza política e da inflação persistente? Ou essas forças voltarão a nos puxar para baixo?
A projeção “Year Ahead 2026”, intitulada “Velocidade de escape?”, foi criada para ajudar a identificar os sinais relevantes, filtrar o ruído e agir com confiança. A expectativa aponta para alta das ações, sustentada por tendências fortes em IA, energia e recursos, e longevidade. Com a queda dos juros, o foco volta a ser a renda das carteiras.
Confira o relatório completo
Money Flow: novembro - BTG Pactual
Segundo o BTG, o Bull-Bear Spread do AAI está em –11%, indicando pessimismo do investidor de varejo. Em novembro, os ETFs registraram entrada líquida de US$ 119,6 bilhões, enquanto os Mutual Funds tiveram saídas de US$ 59,7 bilhões.
Nos EUA, os ETFs de renda variável avançaram US$ 87,9 bilhões, 43% acima da média anual. O índice NAAIM mostrou forte exposição institucional, em 86,6%, e o volume negociado nas bolsas americanas somou US$ 21,7 trilhões, abaixo da média dos últimos 12 meses.
Confira o relatório completo
Kepler Weber: Construindo resiliência por meio da diversificação - XP
Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, fatores estruturais como a expansão da base agrícola do Brasil e um déficit persistente de armazenamento continuam a sustentar a demanda, mitigando a ciclicidade e mantendo uma rentabilidade saudável, ao mesmo tempo em que mantendo uma alocação disciplinada de capital.
Monitor de posicionamento dos fundos macro - XP
Segundo o relatório, o posicionamento estimado comprado no kit Brasil subiu em todas as métricas na última semana, principalmente devido ao aumento no posicionamento vendido no USDBRL (apostando na apreciação do BRL).
Petrobras: ntregando mais, mas com menos espaço para manobra - BTG Pactual
A Petrobras divulgou o Plano de Negócios 2026–30 com uma projeção de produção mais elevada. A estimativa para 2026 subiu para 2,5 milhões de barris por dia, ante 2,4 milhões anteriormente, número que ainda pode ser conservador diante da produção de outubro de 2025, que atingiu 2,6 milhões de barris por dia. Por outro lado, o capex previsto para 2026 veio um pouco acima do esperado e deve atingir o pico apenas em 2027, principalmente por causa de Búzios.






