Bolsas renovam fôlego enquanto rali de Natal ganha tração
E mais relatórios do Goldman, BTG, BB e MarketBeat
Os últimos dias de 2025 terão uma agenda econômica esvaziada, com atenção concentrada nos indicadores brasileiros e no noticiário político doméstico, enquanto o exterior segue com poucos dados relevantes. Segundo Leandro Manzoni, economista do Investing.com, o mercado entra no fim do ano “com foco redobrado nas expectativas de inflação e na trajetória fiscal, que seguem como os principais vetores de risco para 2026”.
Na segunda-feira (29), o destaque é o IGP-M de dezembro, com expectativa de alta de 0,29%, além da última edição do Boletim Focus do ano. As projeções para o IPCA de 2025 recuaram para 4,33%, abaixo do teto da meta, e a de 2026 caiu para 4,06%. Já a estimativa para 2027 permanece parada em 3,8%, ponto que, segundo Manzoni, “segue sendo o principal termômetro para as decisões futuras do Banco Central”.
A terça-feira (30) concentra a agenda mais cheia, com a divulgação dos dados fiscais de novembro pelo Banco Central, números do mercado de trabalho pelo IBGE e pelo Ministério do Trabalho e a acareação do caso Banco Master no STF. Com a B3 fechada na virada do ano, a atividade nos mercados diminui, e o primeiro indicador macroeconômico de 2026 será o PMI industrial de vários países, divulgado no dia 2 de janeiro.
Confira a rentabilide das principais classes de ativos
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa opera em fase de consolidação técnica, formando um triângulo com topos descendentes e fundos ascendentes. O principal suporte está na região dos 156.300 pontos, com um nível inferior relevante em 153.500 pontos. Já a resistência mais forte aparece em torno dos 163.000 pontos, patamar que, se rompido, pode abrir espaço para o índice buscar novas máximas.
Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, “o mercado mostra dificuldade para ganhar tração no curto prazo, o que aumenta a probabilidade de um movimento lateral nas próximas semanas”. Ele acrescenta que “o cenário atual pede cautela e paciência para buscar novas posições, tanto na ponta compradora quanto na vendedora, em operações de swing trade”.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras seguem em tendência de baixa no curto e médio prazo, após fracassar na tentativa de romper a resistência em R$ 33,00. O papel negocia próximo de R$ 30,00 e encontra uma faixa importante de suporte entre R$ 29,50 e R$ 29,00, nível que coincide com uma linha de tendência de alta e que vem sendo respeitado desde maio. Para Filipe Borges, “esse suporte é decisivo; se for perdido, o gráfico passa a indicar alvos mais baixos, em R$ 27,00, R$ 25,50 e, em um cenário mais extremo, R$ 22,60”. O analista avalia que “não há sinal técnico de compra no momento”, destacando que uma eventual entrada só faria sentido caso o papel teste a região entre R$ 29,00 e R$ 29,50 e apresente retomada consistente do fluxo comprador.
Banco do Brasil [BBAS3]
O Banco do Brasil se encontra em um ponto técnico sensível, que pode anteceder um movimento mais intenso nos próximos pregões. Caso a ação rompa a linha de tendência de baixa, com aumento de volume, e supere a região de R$ 23,00, o gráfico passa a indicar uma operação compradora com alvo em R$ 29,00, o que representaria uma valorização potencial superior a 25%. Por outro lado, a perda do suporte em R$ 21,00 abriria espaço para uma correção até a faixa de R$ 18,00. “O ativo ainda está em tendência de baixa, o que mantém maior probabilidade de teste dos suportes”, afirma Filipe Borges. Segundo ele, “o mais importante é operar sem viés: se o rompimento vier para cima, entramos com stop bem definido e deixamos o mercado trabalhar”.
Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]
O HASH11 atravessa um momento técnico mais delicado após perder o suporte relevante entre R$ 71,00 e R$ 74,00. Desde então, o fundo vem estruturando um movimento de baixa, com atenção especial para os níveis de R$ 63,00 e, principalmente, R$ 61,50. A perda dessa região pode intensificar a pressão vendedora, levando o ativo a buscar alvos entre R$ 49,00 e R$ 46,00 por cota. Para Filipe Borges, “no curto prazo, o gráfico não favorece operações de compra”, e ressalta que “a ponta compradora faz mais sentido apenas para investidores com foco de longo prazo em Bitcoin, utilizando compras recorrentes semanais”. Já para operações de curto prazo, o analista recomenda aguardar uma definição mais clara do movimento antes de novas entradas.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
The 10 best stocks to own: 2026 - MarketBeat
Apesar do ambiente ainda marcado por incertezas, 2026 pode ser um ano favorável para as ações, segundo análise do MarketBeat. O impacto das tarifas nos resultados de 2025 ficou abaixo do esperado, enquanto fatores como petróleo em níveis baixos, câmbio favorável para empresas globais do S&P 500 e expectativa de queda dos juros tendem a sustentar o mercado.
Relatório setorial: imobiliário - BB Investimentos
BBI: “A divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2025 trouxe uma evolução na representatividade do setor de construção na atividade doméstica. O PIB da construção registrou crescimento de 1,3% na comparação com o trimestre anterior, ante avanço de 0,1% do PIB consolidado. Na comparação anual, o setor cresceu 2%, frente a 1,8% da economia brasileira no período.”
Confira o relatório completo
Outlook 2026: seekin catalysts amid complecity - Goldman Sachs
O cenário de investimentos para 2026 tende a ser moldado por múltiplos fatores. As decisões dos bancos centrais, uma nova ordem comercial, riscos fiscais, mudanças geopolíticas e a inteligência artificial criam um ambiente de investimentos complexo, porém dinâmico, como indicou Marc Nachmann, Global Head de Asset e Wealth Management do Goldman Sachs.
Money Flow - BTG Pactual
De acordo com o Índice NAAIM, a exposição dos investidores institucionais ao mercado de ações está elevada, com 100,7% dos membros posicionados, acima da média histórica de 81,8%.
Feliz ano novo!









