Saiu o Estratégia Nomos - Setembro
Perspectivas da Semana
A semana começa com decisões previsíveis, mas pode terminar com mudanças importantes nas expectativas para juros, inflação e atividade no Brasil e nos Estados Unidos.
Brasil primeiro. O Copom vai cortar 25 pontos, levando a Selic a 13,75%. Isso ninguém discute, razão pela qual essa não é a notícia da semana. O mercado precifica mais cortes no quarto trimestre, mas alguns poucos analistas apontam para uma pausa em 13,75% até 2027. Se essa minoria acertar, há uma boa aposta contrarian aí, sobre o erro do consenso quanto ao tamanho do ciclo.
Os dados divulgados na semana reforçaram a desaceleração. Os serviços ficaram estagnados em julho, segundo a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços). O IPCA de agosto veio comportado, impactado por fatores temporários, como a tarifa de energia e os alimentos, enquanto o núcleo desacelerou para 4,1% na média móvel trimestral. O câmbio continuou se apreciando. Tudo isso sustenta a leitura dovish agora, mas setembro e o quarto trimestre podem ser mais duros, com o El Niño pressionando os preços domésticos, o petróleo mais caro e os juros globais em alta.
Na política, o que deve dominar é Flávio Bolsonaro empatando ou liderando Lula em simulações de segundo turno, com a aprovação do presidente caindo mais forte. Junte a isso o caos institucional no STF faltando poucas semanas para o primeiro turno em 4 de outubro.
Nos EUA, o destaque da semana é o Fed. O CPI veio firme o bastante para tornar mais provável uma alta de 25 pontos em setembro, e a leitura agora é de duas altas neste ano, uma em setembro e outra em dezembro, contrariando a projeção recente de pausa. Warsh, em Jackson Hole, colocou o combate à inflação como foco predominante, e isso sustenta a mudança de opinião. O mercado estava posicionado para um corte e vai se deparar com um Fed voltando a apertar.
Fora a decisão do Fed, será divulgado os dados de varejo de agosto, com consenso de alta de 0,9% no mês. Reforça a ideia de consumidor americano resiliente mesmo com juros mais altos no horizonte.
Petróleo também vai ser destaque porque subiu cerca de 25 dólares por barril desde o início de agosto, com ataques Iranianos contra navios americanos e dos houthis a oleoduto saudita. O diesel já bate recorde nos EUA.
É a habitação americana que segue sendo a vítima do aperto monetário. Vendas de imóveis usados caíram pelo terceiro mês seguido, hipotecas em torno de 6,8% e estoque disponível subindo.
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A Gatorade deveria ter contatado produtores de cenoura e batata-doce logo após Joey Wellness publicar o vídeo "o que há dentro do Gatorade" alguns anos atrás.














