Carteiras de abril: confira a atualização das principais casas para o mês
BTG, XP e outras casas importantes divulgaram as suas recomendações para o mês de abril
O post será atualizado à medida que novas divulgações estiverem disponíveis
Onde Investir em Renda Fixa - XP
A XP Investimentos divulgou sua carteira recomendada de renda fixa para abril de 2026 com dez ativos, mantendo diversificação entre indexadores, prazos e emissores. O pano de fundo é de Selic a 14,75% ao ano — após o primeiro corte do ciclo iniciado em março — e inflação projetada a 4,5% para o ano.
A volatilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre o petróleo reforça a cautela dos analistas. A casa mantém exposição acima do neutro em pós-fixados para aproveitar o carrego elevado, e duration em torno de seis anos nos títulos atrelados ao IPCA.
Entre os títulos públicos, a carteira inclui LFT (mar/2029), duas NTN-Bs (ago/2032 a IPCA + 7,30% e mai/2035 a IPCA + 7,03%) e uma NTN-F prefixada (jan/2031) a 13,51% ao ano. No crédito privado, os destaques são a debênture da Eletrobras (IPCA + 7,96% no gross-up, brAAA) e o CRI SuccesPar do Assaí (IPCA + 9,93% no gross-up, AAA), ambos isentos de IR. Completam a seleção a debênture ER Ativo J&F (CDI + 1,75%), um CDB do BMG (IPCA + 8,51%), uma LCA do Banco Original (91% do CDI, isento) e um CDB prefixado do C6 (14,6% ao ano).
A XP recomenda exposição máxima de 5% da carteira em um único emissor de crédito privado. CRIs, CRAs e debêntures não têm cobertura do FGC.
Top Dividendos Globais - XP
A XP manteve a estratégia de renda na carteira Top Dividendos Globais, com foco em geração de caixa e ajustes pontuais diante do cenário macro.
A principal mudança foi a entrada de AbbVie, escolhida pela combinação de crescimento e pagamento de dividendos. A casa também elevou exposição à Shell, avaliando potencial de ganhos adicionais com o petróleo em patamar elevado.
Em sentido oposto, houve redução em Dell após sequência de altas, além de corte em Morgan Stanley por maior risco no crédito privado.
Entre os destaques do mês, a Shell avançou com a valorização do petróleo. Já Constellation Energy recuou após revisão de expectativas e pressão dos juros, enquanto Newmont caiu com a baixa do ouro no período.
Top Ações Globais - XP
A XP promoveu ajustes na carteira Top Ações Globais, com aumento de exposição a tecnologia, mudanças no setor financeiro e redução em empresas chinesas.
A casa ampliou posição em Nvidia e Alphabet após a recente correção dos mercados. Segundo a XP, os papéis voltaram a níveis de valuation considerados mais atrativos, mesmo com forte perspectiva de crescimento, especialmente em inteligência artificial.
No setor financeiro, a estratégia foi reduzir participação em JPMorgan e aumentar em Citigroup, buscando aproveitar distorções de preço em meio a incertezas no crédito privado.
A carteira também reduziu exposição a TSMC e Alibaba, citando a necessidade de limitar concentração em inteligência artificial e diminuir riscos geopolíticos ligados à China.
No desempenho, a ExxonMobil foi o principal destaque positivo, impulsionada pela alta do petróleo após tensões no Oriente Médio. Por outro lado, Procter & Gamble, além de Alibaba e Baidu, pressionaram o resultado da carteira no período.
Small Caps - BTG Pactual | Abril
O BTG Pactual atualizou a carteira de Small Caps para abril com duas mudanças. OdontoPrev [ODPV3] e Banco Pine [PINE4] entram no portfólio, com foco em valuation atrativo e melhora operacional.
OdontoPrev [ODPV3] se beneficia da reorganização da Bradesco Saúde e negocia abaixo de 10x lucro para 2026.
Banco Pine [PINE4] apresenta avanço operacional e negocia a cerca de 5x lucro projetado.
Saem Aura [AURA33] e Sanepar [SAPR11]
Permanecem Copasa [CSMG3], GPS [GGPS3], Smart Fit [SMFT3], 3tentos [TTEN3], Pague Menos [PGMN3], C&A [CEAB3], Tenda [TEND3] e Vitru [VTRU3].
10SIM – BTG Pactual | Abril
O BTG Pactual atualizou a carteira 10SIM de abril após um mês de forte volatilidade global, no qual o Brasil voltou a se destacar. O fluxo estrangeiro permaneceu robusto, com entrada de R$ 9 bilhões em março e R$ 51 bilhões no acumulado do ano. A estratégia foi mantida, com ajustes pontuais na alocação setorial.
Petrobras [PETR4] entra no lugar de PRIO [PRIO3]
O banco substituiu a PetroRio por Petrobras e elevou a exposição ao setor de óleo e gás para 15%. A avaliação é que a estatal oferece maior proteção em um cenário de queda do petróleo. Mesmo com o barril a US$ 80 e sem reajustes de combustíveis, o BTG projeta FCF yield de 9% e dividend yield de 8%.
Embraer [EMBR3] retorna; Aura [AURA33] sai
A Embraer volta à carteira no lugar da Aura. O BTG destaca que a companhia negocia a 10 vezes EV/EBITDA para 2026, com desconto de cerca de 40% frente aos pares.
Cury [CURY3] entra e Stone [STOC31] sai
O banco voltou a ter exposição ao segmento de baixa renda com a entrada da Cury, com peso de 5%. Para isso, retirou a Stone da carteira.
Ajustes em real estate e manutenção da estratégia
A Allos [ALOS3] foi mantida, mas teve o peso reduzido de 10% para 5%. A exposição total ao setor imobiliário segue em 10%. A carteira continua com 20% em financeiros (Itaú [ITUB4] e Nubank [ROXO34]) e 20% em geradoras de energia (Axia [AXIA3] e Eneva [ENEV3]).




