Carteiras de ações atualizadas, calendário da semana.
Rentabilidades do Mês
Panorama da Semana
A divulgação do IPCA de setembro, marcada para quinta-feira (9), será o principal evento da agenda econômica brasileira na próxima semana. O índice deve mostrar aceleração com o fim do “bônus de Itaipu” nas contas de energia, aumentando a atenção para a inflação de serviços e seus núcleos, que seguem acima do teto da meta.
No exterior, investidores acompanharão a ata da última reunião do Federal Reserve, que será publicada na quarta-feira (8), em meio à paralisação parcial do governo dos EUA, que continua a suspender a divulgação de dados oficiais, incluindo o payroll de setembro.
Nesta edição, foco nas carteiras recomendadas divulgadas pelas principais casas de research e bancos. Os ajustes refletem as estratégias do mercado em meio ao corte de juros nos Estados Unidos, à inflação persistente no Brasil e ao posicionamento defensivo em setores distintos.
XP Top Ações
A XP ajsutou sua carteira principal. A corretora aumentou Vale, Motiva e Itaú, reforçando a visão construtiva para commodities e bancos. A mineradora ganhou espaço diante de um mercado de ferro mais equilibrado e da melhora operacional em metais básicos, enquanto o Itaú, que entregou resultados sólidos no segundo trimestre, segue como aposta defensiva para sustentar retornos acima do custo de capital. Já a Motiva foi beneficiada por um pipeline robusto de projetos e agenda regulatória favorável. Em contrapartida, saíram Gerdau e Rede D’Or. No caso da siderúrgica, pesou a demanda mais fraca e a pressão nos preços de aço no Brasil. A Rede D’Or foi retirada porque a cobertura do setor de saúde está em revisão.
XP Top Small Caps
Na seleção de small caps, a XP reforçou a exposição a Aura, Irani, Minerva e Cury. A Aura se beneficia dos preços mais altos do ouro, em um cenário de incerteza geopolítica. A Irani mantém bom desempenho operacional no mercado doméstico de embalagens. Já a Minerva mostra força com exportações em ritmo recorde, enquanto a Cury tende a se beneficiar de uma queda das taxas de juros de longo prazo. Para abrir espaço, Marcopolo teve peso reduzido após forte valorização recente, e Intelbras e Yduqs foram retiradas do portfólio.
XP Top Dividendos
A carteira de dividendos da XP ganhou reforço em B3 e Energisa. A operadora da bolsa passa a ter peso maior por combinar receitas diversificadas com controle de custos, o que sustenta lucros estáveis mesmo diante de baixa atividade em mercado de capitais. Já a Energisa foi incluída pelo valuation atrativo frente a pares do setor e pelo perfil de fluxo de caixa mais alongado. Em contrapartida, a Cemig foi retirada, após valorização que reduziu sua atratividade e limitou o potencial de dividendos extras.
Carteira Top Dividendos Globais da XP
No portfólio internacional, a XP promoveu a troca da ExxonMobil pela Shell. A decisão busca aumentar a exposição à Europa e garantir maior pagamento de dividendos, em um momento em que a corretora enxerga riscos maiores em companhias com foco em América do Norte.
BTG Pactual 10SIM
O BTG Pactual também anunciou mudanças em sua carteira 10SIM para outubro. O banco incluiu Localiza e Copel, substituindo Motiva e Equatorial. A volta da Localiza reflete a visão de que a queda das taxas de juros deve beneficiar o setor de locação, enquanto a Copel entra no portfólio pela atratividade em dividendos e exposição ao mercado de energia. A carteira segue equilibrada entre Itaú e Nubank, representando perfis distintos no setor financeiro, e mantém nomes como Rede D’Or, Smartfit, Vibra e outras utilities. O banco acredita que o fluxo estrangeiro deve continuar apoiando a bolsa brasileira, mas avalia que o corte da Selic só deve começar em 2026, com a inflação de serviços ainda resistente.
Itaú BBA
O Itaú BBA trouxe novidades em seu Radar de Preferências para outubro. A Tenda substituiu a Direcional entre as construtoras de baixa renda, com a expectativa de que as revisões no Minha Casa Minha Vida sustentem a demanda do setor. Em Energia e Saneamento, a Eletrobras entrou no lugar da Equatorial, aproveitando a exposição a preços de energia mais altos. Na frente de Papel e Celulose, a Irani foi escolhida em detrimento da Suzano, por ter menor exposição ao cenário global de celulose e por se beneficiar da resiliência do mercado doméstico de embalagens.
A carteira de BDRs, por sua vez, trocou a Meta pela Apple, reforçando a presença de grandes nomes de tecnologia.
Já na carteira de FIIs, o banco manteve as escolhas do mês anterior, com preferência por fundos de ativos financeiros de maior qualidade, avaliando que a Selic permanecerá em 15% até 2026.
NMS Multiestratégia
A Carteira Multiestratégia tem como objetivo entregar retorno acima do CDI no longo prazo, com uma alocação ampla e bem diversificada.
O portfólio combina renda fixa, que traz estabilidade, com renda variável, voltada ao crescimento, além de incluir exposição internacional, criptoativos e ativos alternativos.
A estratégia é executada por meio de ETFs listados na B3, o que garante eficiência, liquidez e simplicidade na aplicação. Dessa forma, o investidor acessa em um único portfólio uma visão global de investimentos, construída para equilibrar risco e retorno.
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De olho nos gráficos: dicas de trade
Cury [CURY3]
As ações da Cury mantêm uma estrutura positiva nos gráficos diário e semanal. Após leve pressão na quinta-feira, o papel voltou a subir nesta sexta-feira. Borges explica que a configuração atual sugere até mesmo a formação de um padrão Cup and Handle, considerado de forte potencial altista na análise técnica. “Seguimos posicionados na ponta compradora, com stop em R$ 31,27, parcial em R$ 35,07 e alvo final em R$ 38,60”, afirmou o analista. Ele reforça que, enquanto não houver perda do suporte definido, o viés segue sendo de valorização.
Vale [VALE3]
A Vale completa mais uma semana de ganhos, acumulando valorização entre 18% e 19% desde que encontrou suporte na faixa dos R$ 48. A próxima resistência é projetada em R$ 64, mas Borges aponta alvos mais consistentes nos R$ 67 e R$ 77,50. “O papel saiu de uma lateralidade que durava desde 2020 e, mesmo em ritmo mais lento, tem mantido uma trajetória de recuperação consistente”, analisou. Para ele, os níveis atuais ainda oferecem espaço para ganhos. “Vemos um potencial de upside de 15% até os R$ 67,50, e de 32% até o alvo final em R$ 77,50”, destacou.
ETF Hashdex Nasdaq [HASH11]
O ETF HASH11, que replica o Nasdaq, apresentou o melhor fechamento semanal desde o fim do ano passado e mantém estrutura de alta. O ativo se encontra dentro de uma lateralidade desde julho, mas pode ganhar tração no rompimento de R$ 94,40. “Acima desse patamar, vemos alvos em R$ 124 e depois em R$ 163, com stop abaixo de R$ 82”, explicou Borges. O analista considera que o cenário técnico sinaliza espaço para avanços relevantes no curto e médio prazo.
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