Carteiras sugeridas para agosto
XP, Ítau, BTG, Santander e outras casas divulgaram suas recomendações
Este post está sendo atualizado à medida que novas carteiras forem divulgadas. Última atualização 13h00 - 04/08
ETF Strategy – BTG Pactual
O BTG Pactual manteve a estratégia da carteira ETF Strategy inalterada para agosto. Apesar da melhora dos indicadores de atividade e inflação no Brasil, o banco avalia que os riscos relacionados à possível retomada do aperto monetário pelo Fed, aos impactos do El Niño e às incertezas fiscais ainda justificam uma postura defensiva. Assim, a alocação segue privilegiando títulos indexados à inflação de longo prazo, com posições neutras em renda variável, prefixados e pós-fixados.
BTG mantém alocação tática e reforça posição em inflação de longo prazo
A estratégia continua com sobrealocação em títulos públicos indexados ao IPCA de duration longa, diante dos prêmios ainda elevados, enquanto mantém exposição neutra em ações, renda fixa pós-fixada, prefixados e duration curta de inflação. Segundo o banco, o custo de aguardar novos dados econômicos antes de promover mudanças na carteira permanece baixo.
Carteira permanece sem alterações e mantém foco em diversificação
A carteira recomendada segue distribuída entre ETFs de renda fixa local, ações brasileiras e internacionais e crédito global. Entre as principais posições estão PACG11 (20%), SPXB11 (20%), DEBB11 (15%), LLFT11 (10%), PACC11 (10%), IBOB11 (10%) e HGBR11 (7,5%). O BTG destaca que a combinação busca equilibrar proteção e potencial de retorno em um ambiente ainda marcado por elevada incerteza macroeconômica.
10SIM – BTG Pactual
O BTG Pactual manteve uma visão construtiva para a bolsa brasileira em agosto, mas ajustou a carteira 10SIM para um cenário eleitoral ainda incerto. Segundo o banco, boa parte do risco fiscal já está refletida nos preços dos ativos, enquanto o real segue menos sensível ao cenário. Diante disso, a estratégia foi aumentar a exposição a ativos que podem se beneficiar tanto de uma melhora quanto de uma deterioração do ambiente macro, reforçando posições ligadas ao câmbio, petróleo e serviços básicos.
Gerdau [#GGBR4] e Copasa [#CSMG3] entram; Ambev [#ABEV3] e Allos [#ALOS3] deixam a carteira
O BTG incluiu Gerdau [#GGBR4], elevando a exposição ao dólar e ao mercado norte-americano, onde espera manutenção de margens elevadas e demanda resiliente por aço. A Copasa [#CSMG3] também passa a integrar o portfólio após a privatização, com expectativa de ganhos operacionais sob a gestão da Equatorial e potencial para dividendos mais robustos. Para abrir espaço, Ambev [#ABEV3] e Allos [#ALOS3] foram retiradas da carteira.
Petrobras [#PETR4] ganha mais espaço; carteira reforça exposição a petróleo, câmbio e infraestrutura
O BTG elevou o peso de Petrobras [#PETR4] de 10% para 15%, destacando o forte momento operacional, a capacidade de capturar margens maiores no refino e um dividend yield estimado em cerca de 10% com o petróleo a US$ 70. A carteira passa a ter 35% de exposição a serviços básicos e infraestrutura (Axia, Eneva, Copasa e Motiva), 20% a empresas dolarizadas (Embraer e Gerdau), além de manter posições em Itaú [#ITUB4], Cury [#CURY3] e Totvs [#TOTS3], buscando um portfólio mais equilibrado para diferentes cenários macroeconômicos.
Carteira Recomendada FIIs – BTG Pactual
Confira a carteira completa
O BTG Pactual promoveu um ajuste pontual em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para agosto, reduzindo a exposição ao segmento de recebíveis e ampliando a participação em galpões logísticos. O banco destaca que a expectativa de cortes na Selic pode beneficiar os FIIs, mas avalia que a pressão sobre os juros longos e os riscos fiscais ainda exigem seletividade na alocação.
HGLG11 entra; KNIP11 tem posição reduzida
A principal mudança da carteira foi a redução da participação de KNIP11 em 3 pontos percentuais e a inclusão de HGLG11 com peso equivalente. Segundo o BTG, o ajuste busca otimizar a relação entre risco e retorno do portfólio, preservando uma visão positiva para o KNIP11, que segue entre as principais posições da carteira, ao mesmo tempo em que aproveita o desconto superior a 10% de HGLG11 em relação ao valor patrimonial e o potencial de distribuição extraordinária de rendimentos após a venda recente de um ativo.
Carteira amplia exposição a galpões e mantém foco em renda
Com a mudança, a carteira passa a contar com 17 fundos, dividend yield anualizado estimado em 12,4% e desconto médio próximo de 9% sobre o valor patrimonial. A exposição ao segmento de galpões logísticos aumentou de 22% para 25%, enquanto a participação em fundos de recebíveis foi reduzida de 50% para 47%, mantendo a estratégia voltada para geração de renda e diversificação entre diferentes segmentos do mercado imobiliário.
Carteira Dividendos – BTG Pactual
O BTG Pactual promoveu duas alterações em sua Carteira Recomendada de Dividendos para agosto, reforçando o perfil defensivo do portfólio. O banco incluiu Compass (PASS3) e Engie (EGIE3), substituindo Caixa Seguridade (CXSE3) e Ambev (ABEV3). Segundo a casa, a estratégia continua focada em empresas com geração consistente de caixa, previsibilidade de resultados e potencial de distribuição de dividendos.
Compass [#PASS3] e Engie [#EGIE3] entram; Caixa Seguridade [#CXSE3] e Ambev [#ABEV3] deixam a carteira
A Compass passa a integrar a carteira por reunir ativos regulados de distribuição de gás, receitas indexadas à inflação e potencial de crescimento por meio da plataforma de infraestrutura da Edge. Já a Engie foi adicionada após a correção recente das ações, com o BTG destacando sua qualidade operacional, previsibilidade de fluxo de caixa e valuation atrativo. Para abrir espaço, saem Caixa Seguridade e Ambev.
Itaú, Petrobras e Vale seguem entre as principais apostas para dividendos
O BTG manteve posições em Itaú [#ITUB4], Petrobras [#PETR4], Vale [#VALE3], Bradesco [#BBDC4], Allos [#ALOS3], Copel [#CPLE6], TIM [#TIMS3], Cury [#CURY3], Copasa [#CSMG3] e Axia Energia [#AXIA3]. O banco continua destacando a combinação de geração robusta de caixa, valuations atrativos e potencial de dividendos elevados como os principais pilares da carteira.
Carteira Dividendos – Safra
A Safra realizou três mudanças em sua carteira de dividendos para agosto. Saíram Caixa Seguridade (CXSE3), Telefônica Brasil (VIVT3) e Bradesco (BBDC4), enquanto entraram Aura Minerals (AURA33), Taesa (TAEE11) e Porto Seguro (PSSA3).
As alterações refletem a busca por empresas com maior potencial de geração de caixa e distribuição de dividendos. A Aura foi incluída pelo potencial de crescimento da produção e geração de caixa, a Taesa pela expectativa de retomada dos dividendos após o ciclo de investimentos e a Porto Seguro pela consistência operacional, rentabilidade elevada e valuation atrativo.
A carteira manteve 10 ações com peso igual de 10% cada e dividend yield estimado de 8,4%. Em julho, o portfólio avançou 0,45%, abaixo do IDIV (+3,00%) e do Ibovespa (+3,47%). Desde janeiro de 2020, a carteira acumula 89,6% de retorno, ligeiramente acima dos 88,3% do IDIV.
Carteira Top 10 ações – Safra
A Safra realizou apenas uma alteração em sua Carteira Top 10 para agosto: retirou Bradesco (BBDC4) e incluiu Weg (WEGE3). A mudança reduz a exposição ao setor bancário, diante de um cenário mais desafiador para o crédito, e aumenta a participação em uma empresa que apresentou resultados acima das expectativas no 2T26.
A entrada da Weg reflete a expectativa de revisões positivas nas projeções, impulsionadas pela expansão da capacidade produtiva, novas fábricas e crescimento da demanda, especialmente em transmissão, distribuição de energia e data centers.
Em julho, a carteira avançou 0,47%, abaixo do Ibovespa (+3,47%). Desde sua criação, em janeiro de 2012, acumula 371,2% de retorno, ante 204,9% do Ibovespa, mantendo histórico consistente de superação do índice de referência.
Carteira Top 10 BDRs – Safra
A Safra promoveu duas alterações em sua Carteira Top 10 BDRs para agosto: retirou Microsoft (MSFT34) e Charles Schwab (SCHW34), realizando lucros após a forte valorização das ações, e incluiu Alphabet (GOGL34) e Goldman Sachs (GSGI34). Além disso, elevou a participação em TSMC (TSMC34) e NextEra (NEXT34) e reduziu o peso de JP Morgan (JPMC34).
A entrada da Alphabet reflete a avaliação de que a recente correção abriu um ponto de entrada mais atrativo, sustentado pelo potencial de crescimento em inteligência artificial e computação em nuvem. Já o retorno do Goldman Sachs ocorre após uma queda das ações, mesmo com resultados sólidos, em meio à expectativa de retomada das atividades de investment banking, mercado de capitais e gestão de recursos.
Em julho, a carteira avançou 2,55%, superando o S&P 500 (-1,25%). Desde sua criação, em junho de 2015, acumula 764,7% de retorno, ante 524,8% do S&P 500, mantendo um histórico consistente de desempenho superior ao índice de referência.
Carteira BDR – Itaú
O Itaú realizou duas alterações em sua Carteira BDR para agosto: retirou Goldman Sachs e Micron e incluiu Visa (VISA34) e Exxon Mobil (EXXO34). A estratégia busca ampliar a exposição a empresas com bom momento gráfico e potencial de valorização, mantendo ainda Coca-Cola, Eli Lilly e TSMC na composição.
A entrada da Visa reflete a expectativa de continuidade da tendência de alta e potencial de valorização de 12,9%, enquanto a Exxon Mobil foi incluída diante do cenário favorável para o setor de energia e de sua configuração técnica positiva.
Em 2026, a Carteira BDR acumula alta de 5,72%, acima do BDRX (+1,43%). Desde seu lançamento, em maio de 2021, registra valorização de 102,08%, praticamente em linha com o BDRX (+103,16%).







