Copel entra, Motiva sai: os ajustes do BTG na Carteira 10SIM
Banco mantém visão otimista para a Bolsa em outubro e aposta em nomes com potencial de valorização no curto e médio prazo
O BTG Pactual divulgou a atualização de sua carteira recomendada 10SIM para outubro. O banco reforça que, mesmo após a disparada do Ibovespa em 2025, os ativos locais continuam atrativos em um cenário de cortes de juros no Brasil e no exterior. A estratégia, que combina nomes de diferentes setores e perfis de risco, passa agora por ajustes pontuais: saem Equatorial e Motiva, entram Copel e Localiza.
Cenário global e local: juros em queda, fluxo em alta
O pano de fundo para a carteira segue sendo o ciclo de flexibilização monetária. Nos EUA, o Federal Reserve já iniciou cortes de juros em setembro, movimento que deve se estender até o fim do ano. Esse ajuste abriu espaço para maior fluxo de capitais em direção a mercados emergentes.
No Brasil, o BTG espera que a Selic comece a cair em janeiro de 2026, com cortes acumulados de 300 pontos-base ao longo do ano, encerrando em 12%. O cenário é de desaceleração econômica, mas sem comprometer os fundamentos corporativos, especialmente em empresas com balanços sólidos e posições de liderança setorial.
As trocas na Carteira 10SIM
Copel substitui Equatorial
O BTG avalia que a entrada da Copel fortalece a carteira pelo perfil defensivo e pelo apelo de dividendos. O setor elétrico está em evidência com preços elevados de energia e expectativa de políticas favoráveis. A saída da Equatorial reflete mais um ajuste tático do que uma mudança estrutural, já que o banco ainda vê valor no papel.
Localiza retorna, no lugar da Motiva
Após a expressiva valorização da Motiva, o BTG optou por realizar ganhos e dar espaço para o retorno da Localiza. A empresa é vista como referência no setor de mobilidade, com exposição ao consumo e grande capacidade de execução. A troca busca capturar valor em uma tese de crescimento mais previsível e com fundamentos robustos.
O desempenho da 10SIM: consistência ao longo dos anos
Em setembro, a carteira rendeu 5,2%, superando Ibovespa e IBrX-50 (ambos +3,4%). No acumulado de 2025, a performance chega a 31,9%, contra 21,6% do Ibovespa.
Desde a sua criação, em 2009, a 10SIM soma valorização de 523,7%, frente a apenas 137,7% do índice de referência. O diferencial vem justamente da capacidade de ajustar a carteira mês a mês, combinando papéis de setores diversos e equilibrando dividendos, crescimento e resiliência defensiva.
Visão setorial e fundamentos
Além das trocas pontuais, o BTG mantém posições estratégicas em nomes que traduzem tendências estruturais:
Itaú e Nubank: captura do ciclo de crédito e digitalização financeira.
Rede D’Or e Smartfit: exposição ao setor de saúde e ao consumo premium, ambos resilientes.
Energisa e Vibra Energia: defensivos que combinam geração de caixa com crescimento estável.
Cyrela: aposta na recuperação gradual do setor imobiliário.
Embraer: destaque na aviação global, com carteira de pedidos robusta e avanço no mercado de defesa.
Fique atento na 10SIM
A atualização da Carteira 10SIM reforça o posicionamento do BTG Pactual: ainda há valor no mercado brasileiro, mesmo após fortes ganhos em 2025. O cenário de juros mais baixos, somado à entrada de fluxo estrangeiro, deve sustentar novas altas no médio prazo.
Para o investidor, a 10SIM funciona como um guia de posicionamento, mostrando onde estão as maiores convicções do banco em um momento de transição econômica global.







