Criptos em pânico
E mais relatórios do BTG, Itaú BBA e XP
O mercado cripto atravessa correção intensa. Este vídeo da Nomos TV, com participação de Igor Carneiro da Vault Capital, aborda fatores macroeconômicos, decisões do Fed e a correlação entre investimentos em Inteligência Artificial e liquidez digital. O especialista explora a psicologia de mercado, diferenciando o acúmulo institucional do pânico no varejo, enquanto detalha indicadores como o RSI e suportes críticos de preço. Compreenda por que este cenário representa a oportunidade para quem foca no longo prazo.
A divulgação do IPCA de janeiro no Brasil e do relatório de empregos (payroll) de janeiro nos EUA são os grandes destaques da semana de 8 a 14 de fevereiro, fundamentais para definir o ritmo de corte de juros pelo Copom e pelo Fed. No cenário brasileiro, o mercado projeta uma alta de 0,34% para a inflação oficial, com foco total no comportamento do setor de serviços para validar um possível corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março. Nos EUA, o payroll, atrasado por um breve shutdown governamental, deve mostrar a criação de 68 mil vagas, testando a tese de estabilidade do mercado de trabalho defendida por Jerome Powell.
A semana também conta com eventos externos de alto impacto. No Japão, as eleições parlamentares de domingo (8) podem encarecer o financiamento global (carry trade) caso o partido da primeira-ministra Sanae Takaichi conquiste uma supermaioria. Na China, dados de inflação e preços de imóveis servirão de termômetro para a demanda por commodities.
No Brasil, além do IPCA na terça-feira (10), o mercado aguarda os dados de volume de serviços (quinta) e vendas no varejo (sexta) referentes a dezembro. Esses indicadores de atividade ajudarão o Banco Central a calibrar a política monetária em um momento de “inflexão econômica”, onde números de produção industrial e PMIs já sinalizam contração.
Rentabilidade das Principais Classes de Ativo
Fluxo estrangeiro
Probabilidade de cortes na taxa Selic - Reunião de março
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana próximo da estabilidade, após dias de forte volatilidade, alternando altas e quedas e fechando em torno dos 182.000 pontos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, indicadores técnicos já acendem um sinal de atenção no curto prazo. “O IFR mostra uma divergência baixista, com o índice renovando topo sem confirmação do indicador”, afirma. Para ele, esse comportamento aumenta a probabilidade de lateralização ou de uma correção pontual em parte dos ativos. “Abaixo dos 180.000 pontos, vejo espaço para uma correção mais ampla, com regiões entre 175.000 e 173.000 pontos”, diz Borges, ressaltando que um eventual ajuste seria saudável após a alta contínua desde a faixa dos 163.000 pontos.
Petrobras [PETR4]
Após uma alta expressiva, que levou as ações da Petrobras de R$ 29,50 para R$ 38,50, o papel iniciou um movimento corretivo considerado natural. Borges destaca que o comportamento do volume reforça essa leitura. “Tivemos aumento de volume na alta e redução durante a correção, o que é bastante saudável”, avalia. O analista projeta uma possível zona de oportunidade entre R$ 34,00 e R$ 32,00. “Nessa faixa, passo a avaliar novas compras, pensando inclusive em posições de mais longo prazo”, afirma, destacando que, antes disso, o papel ainda pode ser explorado em operações na ponta vendedora até os níveis mais baixos dessa região.
Vale [VALE3]
As ações da Vale começam a dar sinais de perda de fôlego após uma forte valorização recente, que levou o papel de cerca de R$ 52,00 para próximo de R$ 90,00. De acordo com Filipe, houve falha no rompimento das máximas nesta semana, apesar do fluxo ainda elevado no ativo. “O movimento mostra um possível cansaço da alta, o que me faz aguardar correções para novas compras”, explica. O analista avalia que, caso o papel perca o patamar de R$ 82,00, pode haver uma queda mais acentuada. “Vejo regiões interessantes de compra entre R$ 71,00 e R$ 65,00”, afirma, recomendando proteção ou realização parcial de lucros para quem já está posicionado.
Vamos [VAMO3]
A Vamos segue como uma das apostas da NMS Research no curto prazo, com posição comprada na faixa de R$ 4,31 em operações de swing trade. Segundo Filipe Borges, o ativo apresenta uma estrutura técnica favorável após o rompimento de uma linha de tendência relevante. “O rompimento de R$ 4,60 abre espaço para movimentos mais fortes de alta”, diz o analista. Ele projeta como próximos objetivos a região de R$ 5,05 e, posteriormente, R$ 5,45 por ação. “Seguimos na ponta compradora, atentos a novas oportunidades dentro dessa movimentação”, acrescenta.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
XP Macro Strategy
A XP divulgou monitor de posicionamento dos fundos macro com dados atualizados até 4 de fevereiro. O indicador de posicionamento no kit Brasil avançou na métrica de curto prazo, puxado pelo aumento de posições que se beneficiam da apreciação do real.
Direto ao Ponto: Vale - Itaú BBA
O banco elevou o preço-alvo da Vale, atualizando suas projeções para a companhia:
“Atualizamos nossas projeções para a Vale levando em conta a forte alta recente dos preços de metais básicos, a revisão para baixo do capex (investimentos) de longo prazo anunciada pela própria companhia e os novos parâmetros de custo de capital definidos pelo time de estratégia.”
Brasil Macro Mensal - XP
XP: “Elevamos nossa projeção para o crescimento do PIB em 2026, de 1,7% para 2,0%. A demanda deve ganhar tração em meio à expansão da renda e medidas de crédito. Continuamos a prever alta de 1,2% em 2027, refletindo menor impulso fiscal e condições monetárias ainda apertadas.”
Trade Idea: Temporada de resultados 4T25 - BTG Pactual
BTG: “Observamos que a Localiza apresenta melhores tendências em seus três principais segmentos. No RAC, o repasse efetivo de preços, volumes resilientes e ganhos de eficiência sustentam a expansão das margens.”
Carta Mensal - Santander Asset Management
No Brasil, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15,0% na última reunião. Segundo o Santander, a comunicação da decisão sinalizou que, caso o cenário esperado se confirme, o ciclo de cortes de juros pode começar já na reunião de março.
De acordo com o banco, apesar da abertura para a flexibilização monetária, o tom do comunicado segue cauteloso, o que mantém incertezas sobre a magnitude do primeiro corte. O Santander projeta um movimento inicial de redução de 0,5 ponto percentual.
Saúde - BTG Pactual
O BTG Pactual avalia que o setor de saúde passou por um ciclo prolongado de normalização pós-pandemia, com melhora nas tendências de utilização e nas glosas, apesar de condições de pagamento ainda piores que no período pré-Covid. Em 2025, o banco destaca forte dispersão de desempenho entre as empresas, com a Rede D’Or como principal destaque positivo, enquanto companhias mais alavancadas ou com integrações complexas seguem enfrentando desafios, cenário que deve persistir mesmo com a queda dos juros.











