Decisões de juros e PIB global: O guia completo para sua semana financeira
E mais relatórios do BTG, Itaú BBA e XP
A agenda econômica de 18 a 23 de janeiro terá foco no exterior, com dados relevantes na China, nos Estados Unidos e no Japão, enquanto o Brasil acompanha a prévia da inflação de janeiro. A divulgação do PIB chinês de 2025, do PIB dos EUA do terceiro trimestre e da decisão do Banco do Japão ditará o ritmo dos mercados globais no período.
A semana começa com dados da China no domingo à noite, incluindo PIB, produção industrial, vendas no varejo, investimentos e preços de imóveis. O ING projeta crescimento anual de 5% da economia chinesa e avanço de 4,5% no quarto trimestre. Na segunda-feira, o Banco Popular da China decide sobre juros, com expectativa de manutenção em 3% ao ano.
No Brasil, o Boletim Focus, também na segunda, deve atualizar expectativas de inflação e juros. Ao longo da semana, o IPCA-15 mostrará o comportamento dos preços no início do ano, especialmente de serviços.
Nos EUA, destaque para quinta-feira (22) com o PIB do terceiro trimestre e o índice PCE, referência para o Federal Reserve. Por fim, no Japão, a decisão do Banco do Japão ocorre na madrugada de sexta, com o mercado avaliando sinais sobre futuros ajustes na taxa hoje em 0,75% ao ano.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa fechou o pregão com sequência de alta e renovou máximas históricas ao longo da semana. O índice sustentou topos e fundos ascendentes e abriu espaço para buscar a região dos 172 mil pontos, segundo avaliação de Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. Ele afirmou que “o suporte principal permanece nos 156.100 pontos, com um nível intermediário em 161.400 pontos”, destacando que a estrutura segue positiva enquanto o índice estiver acima da linha de tendência de alta. Borges também citou Petrobras como possível catalisadora de movimentos mais fortes no curto prazo.
Petrobras [PETR4]
Petrobras avançou no gráfico após romper uma linha de tendência de baixa iniciada em março do ano passado. O papel superou a faixa dos R$ 32,50 e consolidou uma estrutura de alta. Para Borges, o movimento mostra força porque a correção recente apresentou baixa pressão vendedora. Ele afirmou que “acima dos R$ 32,50, o papel oferece oportunidade de compra com alvo entre R$ 38,00 e R$ 40,00”.
Global X Uranium ETF [BURA39]
O BURA39, ETF que replica o Global X Uranium ETF (URA), manteve trajetória ascendente com forte demanda. O ativo formou um fundo arredondado e ativou um pivô de alta no gráfico, com estrutura para buscar avanço próximo de 70% até as máximas anteriores. Borges avaliou que o aumento de interesse por metais sustenta o cenário e vê possibilidade de retorno ampliado, com alvo próximo de 75%.
Para conferir a análise completa de BURA39 por Filipe Borges, clique aqui e tenha acesso ao relatório.
Bitcoin
No mercado de criptoativos, o Bitcoin ainda não mostra padrão claro de reversão no diário. A moeda registrou queda forte em novembro e tenta recuperar, mas mantém estrutura de continuação de baixa, com topos anteriores rompidos e volume decrescente. Borges não se mostrou otimista no curto prazo e indicou que o ativo precisaria superar a região de 5 mil dólares e corrigir de forma consistente antes de demonstrar reversão mais firme. No swing trade, o analista acompanha a perda dos 89 mil dólares como gatilho de venda, com testes projetados nos 80 mil e depois nos 75 mil dólares.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Brazil Equity Strategy - Itaú BBA
O Itaú BBA elevou o preço-alvo do Ibovespa para 185.000 pontos em 2026. Segundo o banco, a projeção indica assimatria 2 para 1 e retorno total estimado de 20% incluindo dividendos e recomprar.
Ao reavaliar seu portfólio de “Top Picks” para o Brasil, o Itaú BBA removou Sabesp [SBSP3] e Direcional [DIRR3] para a entrada de Axia [AXIA3] e Cyrela [CYRE3].
A casa estima retorno total de 28% para o portfólio, incluindo dividendos, mantém preferência por large caps domésticas e reduz levemente a posição Underweight em commodities.
Direto ao ponto: Sabesp e Copasa -Itaú BBA
O banco avaliou que as empresas do setor representam oportunidade de investimento no cenário atual, impulsionadas pelos processos de privatização e expectativa de expansão dos serviços de saneamento.
Confira o relatório completo
Petrobras - BTG Pactual
O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Petrobras para neutra, destacando que o cenário financeiro deve pesar mais que o ruído eleitoral de 2026. Apesar da forte produção, os analistas alertam para um descasamento entre a política de dividendos e a geração real de caixa livre, causado pelo ciclo pesado de investimentos em FPSOs e altos custos de afretamento.
The 2026 starting pack: GPS - BTG Pactual
“Esperamos que o cenário de crescimento orgânico mais forte persista no ano fiscal de 2026 (FY26), sustentando a expansão tanto da receita bruta quanto das margens. Esse crescimento orgânico anual (y/y) mais acelerado é impulsionado principalmente pela maturação (ramp-up) de novos contratos (incluindo o segmento offshore), bem como por um ambiente de preços mais favorável (à medida que os concorrentes reduzem o uso indevido das isenções fiscais do PERSE)”, apontou o BTG.
3Tentos: Não é um sprint. É um triathlon. Construída para gerar valor - XP
“Vemos o setor do Agronegócio brasileiro como uma corrida de resistência, não uma corrida de velocidade, e a 3Tentos como um triatleta de alta performance, preparado para superar ciclos. Seu modelo verticalizado integra insumos agrícolas, indústria e trading em um ecossistema resiliente que permite à Companhia crescer, reinvestir e gerar retornos compostos no longo prazo, mesmo em um setor volátil e intensivo em capital”, informaram os analistas da XP.








