Fevereiro começa com ata do Copom, e 'payroll', Bolsa já sobe 12,6% no ano.
E mais relatórios do BTG, Itaú BBA e XP
A primeira semana de fevereiro será marcada pela ata do Copom, pelos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e pelo início da temporada de balanços no Brasil. No foco doméstico, investidores buscam mais detalhes sobre a sinalização do Banco Central de início do corte da Selic em março, enquanto, no exterior, o payroll e revisões do emprego americano devem calibrar as apostas sobre o próximo movimento do Federal Reserve.
No Brasil, a ata do Copom, que será divulgada na terça-feira (3), deve detalhar os condicionantes para a flexibilização monetária, após o BC praticamente sacramentar um corte em março. O mercado também acompanha o Boletim Focus, a produção industrial de dezembro, o Índice de Commodities do BC, a balança comercial de janeiro e o IGP-DI, além dos primeiros resultados corporativos do quarto trimestre de 2025.
Nos EUA, a atenção se volta ao mercado de trabalho, com a divulgação dos dados de janeiro e a revisão da criação de vagas no segundo semestre de 2025. Apesar da manutenção dos juros pelo Fed, Manzoni avalia que os números de emprego serão decisivos para confirmar o cenário de estabilidade monetária até, ao menos, junho.
Rentabilidades das principais classes de ativos
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa entrou em uma fase de maior esforço comprador, mas já dá sinais de um possível processo corretivo no curto prazo, sem comprometer a tendência principal de alta, avalia Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. Segundo ele, o índice pode passar por ajustes após as fortes valorizações recentes. “Vejo espaço para correções entre 175.000 e 171.000 pontos”, afirma. Para Borges, essa faixa pode se transformar em nova oportunidade de entrada caso o fluxo seja mais fraco do que o observado no movimento de alta. “Se o mercado corrigir até essa região, pode ser um excelente ponto de compra para posições de médio prazo”, acrescenta.
Petrobras [PETR4]
As ações da Petrobras mantiveram o movimento de alta após o rompimento do nível de R$ 32,50, conforme já vinha sendo monitorado pela NMS Research. O papel avançou até a região de R$ 38,00, que correspondia ao primeiro alvo técnico, e agora pode buscar patamares mais elevados. “Com a superação de R$ 38,00, vejo espaço para a ação trabalhar entre R$ 40,00 e R$ 42,50”, diz Filipe Borges. Para quem entrou em níveis mais baixos, o analista recomenda cautela. “Vale considerar uma realização parcial e acompanhar o comportamento do ativo nos próximos dias”, completa.
Banco do Brasil [BBAS3]
O Banco do Brasil apresentou uma forte valorização após o rompimento de uma linha de tendência de baixa de longo prazo, movimento considerado técnico e relevante. As ações subiram de R$ 21,80 para R$ 25,80, uma alta próxima de 19%. De acordo com Filipe Borges, o papel agora tende a entrar em uma região de lateralização. “Estamos exatamente na área de preenchimento de gap deixado após a divulgação do balanço, quando o mercado reagiu mal aos números”, explica. Para novas compras, o analista prefere aguardar. “Depois de uma alta tão forte, o ideal é esperar uma correção para montar posições com uma relação risco-retorno mais interessante”, afirma, citando alvo posterior em R$ 29,50.
Bitcoin
O Bitcoin voltou a apresentar uma dinâmica semelhante à observada no fim do último ciclo de alta, com sinais de enfraquecimento da tendência e aumento da pressão vendedora, segundo a análise técnica da NMS Research. Para Filipe Borges, o movimento atual pode levar a novas quedas no curto prazo. “Se perder a região dos US$ 81.000, o Bitcoin pode buscar US$ 75.000”, avalia. Nesse cenário, o ativo poderia entrar em uma faixa mais lateralizada entre US$ 50.000 e US$ 65.000. “Essa seria, na minha visão, a melhor região para acumular Bitcoin pensando no próximo ciclo”, diz o analista, que vê o momento como uma oportunidade gradual para investidores de médio e longo prazo.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Money Flow - BTG Pactual
“S&P começa o ano com sentimento positivo em Equities, mas posicionamento elevado nos deixa marginalmente mais cautelosos”, informa o BTG.
FIIs: ativos financeiros (1S26) - Itaú BBA
Para 2026, a expectativa de início do ciclo de cortes de juros e o alívio observado nas curvas futuras reforçaram o melhor desempenho dos fundos imobiliários de tijolo, avalia o Itaú BBA. Segundo o banco, o movimento já começou a se materializar no mercado.
Apesar disso, o Itaú BBA mantém a preferência pelos fundos de papel para 2026. A instituição destaca que esses ativos devem seguir como principais geradores de rendimentos distribuídos ao longo do ano.
Confira o relatório completo
Randoncorp & Frasle Mobility - Safra
O banco revisou o valuation das companhias para incorporar os últimos resultados divulgados. Dessa forma, elevou o preço-alvo para ambas as empresas.
GPS - Safra
“Após um primeiro semestre de 2025 desafiador para o crescimento orgânico, em razão de um ambiente macroeconômico mais fraco que levou clientes a reduzir o escopo dos contratos ou migrar para soluções de menor preço, observamos um ponto de inflexão no terceiro trimestre. Além disso, esperamos uma melhora gradual das margens”, contam os analistas do Safra, em relatório.
China Focus - BTG Pactual
A leitura do PIB da China no quarto trimestre de 2025 mostrou crescimento de 1,2% frente ao trimestre anterior, ligeiramente acima das expectativas do mercado, aponta o BTG Pactual. Com o resultado, a economia chinesa atingiu a meta de expansão de 5% definida pelo governo para o ano.
Segundo o BTG Pactual, apesar da desaceleração das vendas no varejo, o consumo das famílias acelerou no período, movimento atribuído ao fortalecimento do consumo de serviços.
Confira o relatório completo









