Itaú bate recorde histórico com lucro de R$ 46,8 bilhões e ações disparam
Com rentabilidade de 24,4%, banco supera expectativas de analistas e registra a menor inadimplência de curto prazo da sua história
As ações preferenciais do Itaú subiam 2,02%, após o banco reportar lucro líquido recorrente de R$ 12,3 bilhões no 4T25, crescimento de 13,2% na comparação anual. No acumulado de 2025, o lucro atingiu R$ 46,8 bilhões, alta de 13,1% frente a 2024 e novo recorde do setor bancário brasileiro, segundo a consultoria Elos Ayta. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 24,4% no trimestre, reforçando a percepção de rentabilidade elevada e consistente.
Para o JP Morgan, o resultado veio amplamente em linha, mas com leitura qualitativa positiva. O banco destacou a boa execução da estratégia, especialmente no segmento de pequenas e médias empresas (SME), historicamente um dos mais rentáveis da instituição. Segundo o relatório, o crescimento da carteira SME, aliado à evolução do volume transacionado na adquirência (Rede), sinaliza ganhos de participação de mercado e potencial de crescimento estrutural. O JP Morgan também chamou atenção para o controle da inadimplência, com o índice de NPL acima de 90 dias praticamente estável em 1,9%, além da melhora contínua na eficiência, com redução de 180 pontos-base no custo operacional em um ano.
Já o BTG Pactual classificou o trimestre como mais um encerramento “em tom alto” para o Itaú. A casa ressaltou que o principal destaque do balanço foi a qualidade dos ativos, com melhora ou estabilidade em todos os indicadores de risco de crédito, o que permitiu ao banco iniciar 2026 com um balanço considerado saudável. O BTG também apontou que o guidance divulgado para 2026, com lucro próximo de R$ 51 bilhões no ponto médio, está em linha com o consenso e reforça a capacidade do Itaú de sustentar retornos elevados mesmo em um ambiente macro mais desafiador.
Em coletiva realizada nesta quinta-feira, o diretor financeiro do Itaú, Gabriel Amado de Moura, afirmou que a inadimplência curta, entre 15 e 90 dias, caiu para 2,7% na operação brasileira, o menor nível da história da instituição, reforçando a leitura de controle de risco mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.


