Kevin Hassett no Fed? Chefe republicano é favorito do mercado
De sênior do Fed a arquiteto das políticas de Trump: entenda a trajetória de Hassett, seu alinhamento com a Casa Branca e por que ele é o nome mais forte para substituir Jerome Powell em 2026
Kevin Hassett é um dos economistas mais influentes da ala republicana nas últimas décadas e figura central na formulação de política econômica dos EUA. Sua trajetória começa no próprio Federal Reserve, onde atuou como economista sênior, acompanhando de perto a dinâmica da política monetária, dos ciclos econômicos e dos processos internos do banco central — experiência que hoje pesa fortemente em sua cotação para a presidência da instituição.
Ao sair do Fed, Hassett consolidou carreira acadêmica e intelectual de destaque. Foi professor da Columbia Business School, pesquisador do American Enterprise Institute (AEI) — um dos think tanks mais relevantes do campo conservador — e membro da Hoover Institution, centro de pesquisa ligado a Stanford e historicamente influente na formulação de políticas públicas nos EUA. Nesses espaços, produziu estudos sobre tributação, produtividade, política fiscal e mercado de trabalho, tornando-se uma referência dentro da bancada republicana no Congresso.
Sua entrada na política partidária ganhou força nos anos 2000. Hassett participou como conselheiro econômico de campanhas presidenciais importantes: John McCain, em 2000; George W. Bush, em 2004; e Mitt Romney, em 2012. Nesses ciclos, ajudou a moldar propostas de cortes de impostos, desoneração empresarial, estímulos à competitividade e reformas estruturais no sistema tributário — temas que mais tarde o aproximariam de Donald Trump.
Durante o primeiro mandato de Trump (2017–2021), Hassett assumiu papel de protagonismo como presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca (CEA). Tornou-se um dos maiores defensores da reforma tributária de 2017, que reduziu o imposto corporativo e reestruturou regras de dedução. Internamente, era visto como uma das vozes mais influentes no desenho da política econômica republicana, conciliando visão pró-mercado com agenda de crescimento e desregulamentação.
Mesmo após a saída de Trump da Casa Branca, Hassett manteve vínculo estreito com o ex-presidente, atuando como conselheiro informal em temas econômicos e estratégicos. Com o retorno de Trump à presidência, sua influência voltou ao centro das decisões — e seu nome rapidamente se destacou nas discussões sobre a sucessão de Jerome Powell no comando do Federal Reserve.
Nos últimos meses, Hassett endureceu críticas ao ritmo da política monetária, acusando o Fed de tardar na redução dos juros e mencionando possíveis vieses nos dados de emprego divulgados pelo governo anterior. Essas declarações reforçaram sua sintonia com a visão econômica de Trump, que pressiona por cortes mais acelerados para estimular crescimento e crédito.
Hoje, plataformas de apostas como a Polymarket atribuem a ele probabilidade acima de 80% de ser o indicado oficial — uma vantagem esmagadora em relação a outros nomes citados, como Kevin Warsh ou Christopher Waller. Para aliados de Trump, Hassett reúne três atributos decisivos: experiência técnica dentro do Fed, trajetória acadêmica sólida e alinhamento político com a Casa Branca.
Se confirmado, Kevin Hassett deverá conduzir o Federal Reserve a partir de 2026, assumindo o posto em um momento crucial para a economia americana, no qual o país atravessa transição após um ciclo de inflação elevada, juros altos e desaceleração gradual da atividade.





Seguimos de olho na escolha definitiva para quem vai assumir o Fed. A única certeza que temos até o momento é de que não só o Trump, mas o mercado em geral saturou do "TOO LATE", Jerome Powell.