Mais uma vez os resultados ajudam a explicar a debandada do gringo
Lucro do S&P 500 em alta de 31%, e aqui uma das piores temporadas em surpresa positiva da história recente.
Temporada de balanços com a conta praticamente fechada no Brasil e pela XP, 29% das empresas bateram a estimativa de receita, 25% a de EBITDA e 42% a de lucro, uma das piores em surpresa positiva da história recente. No mesmo trimestre, o lucro do S&P 500 cresceu 31% mesmo tirando os ganhos de papel com participações privadas, o melhor primeiro semestre desde 2021.
E não dá pra debitar tudo na inteligência artificial, porque os índices que a Bloomberg desenha justamente pra limitar esse efeito, como a medida das outras 493 empresas e o S&P sem tecnologia, bateram máxima histórica na semana passada. E esse, assim como no último trimestre, é um dos principais drivers que explica a debandada do dinheiro gringo. Claro, isso é agravado especialmente com o tema eleições que não nos dá muita expectativa de melhora de juros para frente, né?
Curva de juros. Um mês atrás vs hoje.
RECAP:
ONTEM (sexta a domingo, 14 a 16 de agosto)
Ibovespa fechou a semana aos 166.934 pontos, queda de 3,2% em reais e de 6,2% em dólares, no nono pregão seguido de baixa. Dólar subiu 2,7% na semana, a R$ 5,22, e o DI jan/36 abriu 27 bps, a 14,68%.
Vendas no varejo dos EUA caíram 0,6% no mês em julho, contra expectativa de alta de 0,1%. S&P 500 recuou 0,2% na sexta e o Brent subiu 1,7%, a US$ 88,5.
Quaest divulgada sexta às 18h15: Lula 43% x Flávio 40% no segundo turno, com a vantagem caindo de 5 pp para 3 pp, e aprovação do governo de 48% para 46%.
No domingo começou oficialmente a campanha. Flávio abriu em Copacabana, com público estimado em 8,9 mil pessoas pelo Monitor da USP, e Lula em São Bernardo do Campo.
Israel matou 11 pessoas no Líbano, dia mais letal desde o cessar-fogo de junho.
HOJE / MADRUGADA (17 de agosto)
IBC-Br de junho caiu 0,60% no mês, abaixo da expectativa de queda de 0,50%, depois de alta de 0,10% em maio.
O cessar-fogo de 60 dias entre EUA e Irã expira hoje. Uma rede de TV saudita reporta acordo para prorrogar, sem confirmação das partes.
Trump ameaçou bombardear Omã caso o país atrapalhe o bloqueio americano a navios iranianos em Ormuz, e disse não ter prazo nem pressa para resolver o conflito.
China veio fraca em julho: varejo subiu 0,6% no ano contra 1,4% esperado, produção industrial 4,5% e investimento caiu 6,7%. Japão cresceu 1,1% anualizado no segundo trimestre, abaixo dos 2% esperados.
Anthropic informa a investidores receita do segundo trimestre ao menos 14 vezes maior, e ações de memória sobem no pré-mercado.
Brent perto de US$ 89, ouro passando de US$ 4.400, dólar no menor nível desde maio e Treasury de 10 anos a 4,69%.
RESUMO POR TÓPICO (com as fontes)
Daqui pra baixo é o flash read completo: tudo que aconteceu de ontem pra hoje, tópico por tópico, com a origem de cada informação. Assunto que já apareceu na edição anterior volta só pelo que mudou. Tudo com ajuda da minha IA favorita, é claro.
Petróleo e Oriente Médio
O cessar-fogo provisório de 60 dias entre Irã e EUA expira oficialmente hoje, em meio ao aumento de tensão entre os dois países (XP Política/News XPress, NYT, Bloomberg)
Uma rede de TV da Arábia Saudita reporta que foi alcançado acordo para prorrogar o cessar-fogo, sem confirmação das partes (XP Política/News XPress)
Israel matou 11 pessoas no Líbano, incluindo o comandante do Hezbollah Abu Hassan Alaa, no dia mais letal desde o cessar-fogo do começo de junho. Netanyahu descreveu a ação como retaliação a um ataque que feriu três soldados no sábado (Bloomberg)
EUA preparam um plano de isolamento econômico do Irã, tema que a edição de sexta já registrava pela promessa do Bessent. O que muda é que agora ele aparece amarrado ao vencimento do cessar-fogo (Bloomberg)
O WSJ reporta que a linha-dura iraniana passou os dois meses de negociação preparando uma escalada maior, reconstruindo infraestrutura de mísseis e mobilizando forças (WSJ)
Trump ameaçou bombardear Omã caso o país atrapalhe o bloqueio dos EUA a navios iranianos no Estreito de Ormuz. A fala foi dada em entrevista por telefone, e na mesma conversa ele afirmou que o bloqueio está pressionando o Irã, que não tem prazo para resolver o conflito e que não está com pressa (Fox News via Bloomberg)
Vale separar duas coisas que acontecem na mesma água. A ameaça é sobre Omã atrapalhar o bloqueio a navios iranianos. O transbordo encoberto reportado hoje é de barris de produtores do Golfo, e não necessariamente iranianos. São mecanismos diferentes, e por ora só o segundo tem efeito comprovado no preço (Bloomberg)
Sobre o não ter pressa: é a mesma formulação que o Trump usou em maio, quando disse não ter pressa para fechar a reabertura de Ormuz. A guerra já dura quase seis meses (Bloomberg)
A Bloomberg liga a alta de petróleo e gás à pressão sobre o Partido Republicano antes das eleições de meio de mandato em novembro. Na mesma direção, pesquisa do FT mostra a maioria dos eleitores americanos se dizendo em situação pior sob Trump, com os democratas à frente no quesito economia (Bloomberg, FT)
Embarques encobertos de petróleo seguem a todo vapor pelo Estreito de Ormuz, com transferência de barris para navios no Golfo de Omã, apesar dos ataques recentes a embarcações. É a explicação operacional para o preço não disparar (Bloomberg)
Guerra e clima elevaram o custo de frete em gargalos globais, incluindo Canal do Panamá, Reno, Mar Vermelho, Mar Negro e o próprio Ormuz (FT)
Trump mandou o Pentágono reduzir substancialmente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, citando a falta de apoio de Seul na guerra contra o Irã e elogiando a relação com Kim Jong Un (Bloomberg, WSJ, NYT)
Brent perto de US$ 89, com alta em torno de 1%, e WTI a US$ 83 (Bloomberg Markets Daily, WSJ Markets)
Fed e juros nos EUA
As vendas no varejo de julho caíram 0,6% no mês, contra expectativa de alta de 0,1%. O dado saiu na sexta e a edição daquele dia já o registrava como fraco (XP Macro Strategy, WSJ, Bloomberg)
O Goldman Sachs afirma que uma alta na reunião de setembro ficou muito improvável diante de vendas no varejo mais fracas, emprego decepcionante e inflação desacelerando, e que o mercado segue hawkish demais (Bloomberg)
O Barron’s cita cerca de 30% de chance de alta em setembro precificada. Na edição de sexta o número da CME estava em 30,6%, ou seja, o nível praticamente não se moveu no fim de semana (Barron’s, CME FedWatch)
A ata do FOMC de julho sai na quarta, de uma reunião decidida por 9 votos a 3 pela manutenção. Pode indicar quanto os diretores estão perdendo a paciência com a inflação (Bloomberg, Barron’s, FT)
Dólar no menor nível desde maio e ouro estendendo alta de duas semanas, passando brevemente de US$ 4.400 a onça (Bloomberg)
O VIX fechou abaixo de 15 em base semanal pela primeira vez no ano em agosto, e o índice de condições financeiras da Bloomberg, criado em 1990, nunca registrou condições mais frouxas do que no fechamento de sexta (Bloomberg/John Authers, Barron’s)
A emissão de dívida corporativa grau de investimento soma quase US$ 1,5 trilhão no ano, alta de 36% sobre o ano passado. A captação das empresas de IA disputa espaço no mercado e ajuda a segurar o custo de captação longo do Tesouro americano na máxima de 25 anos (Bloomberg)
Análise do WSJ sobre nove grandes empresas de tecnologia aponta cerca de US$ 3 trilhões em compromissos de aluguel de data center e chips que não aparecem no balanço (WSJ)
Mercados e IA
A Anthropic está informando a investidores que a receita do segundo trimestre cresceu ao menos 14 vezes. A informação é comunicação a investidores reportada pela Bloomberg, não documento público, e a base de comparação não foi detalhada (Bloomberg)
O movimento puxou memória e storage no pré-mercado: Sandisk +4,9%, Western Digital +3,7%, Seagate +2,7% e Micron +3%. Na Europa, ASML +2,9% e STMicro +3,8% (Bloomberg)
Lucro do S&P 500 no segundo trimestre caminha para alta de 31% na comparação anual excluindo ganhos de papel com participações privadas, o melhor primeiro semestre desde 2021. Com esses ganhos, a alta cheia passa de 50% (LSEG e FactSet via Barron’s)
Mesmo assim, os alvos de fim de ano para o S&P 500 estão em torno de 7.900 pontos, o que implica ganho de apenas 1,5% até dezembro. As Sete Magníficas subiram só 4% no ano, contra 14% do índice e 16% da versão igualmente ponderada (Barron’s)
Índices desenhados para limitar o efeito da IA bateram máxima histórica na semana passada, incluindo a medida das outras 493 empresas, o S&P igualmente ponderado e o S&P sem tecnologia (Bloomberg/John Authers)
Semana de balanços de varejo nos EUA: Home Depot na terça, Target e Lowe’s na quarta, Walmart na quinta (Barron’s, WSJ)
Modelos de peso aberto do Alibaba acumularam mais de 3 bilhões de downloads globais em seis meses e superaram Meta e Alphabet. A empresa também vende sua divisão de games por US$ 1,5 bilhão para focar em IA (Bloomberg, WSJ)
A Stripe fechou acordo para comprar a OpenRouter por mais de US$ 7 bilhões, meses depois de a startup captar a um valuation reportado de US$ 1,3 bilhão (Bloomberg)
Jane Street perdeu US$ 15 bilhões com exposição à Situational Awareness em meio a uma troca de dívida de US$ 14,6 bilhões, primeiro mês negativo da firma em uma década (WSJ, Bloomberg)
China fraca em julho: varejo subiu 0,6% no ano contra 1,4% esperado, produção industrial 4,5% e investimento fixo caiu 6,7% nos sete primeiros meses (FT, Bloomberg, WSJ)
Japão cresceu 1,1% em base anualizada no segundo trimestre, abaixo dos 2% esperados, com consumo estagnado. O juro de 10 anos foi a 2,93%, maior nível desde 1996, e o mercado vê 80% de chance de alta do BoJ em setembro (Bloomberg)
Bitcoin fechou a semana perto de US$ 63,4 mil, confinado entre US$ 59,9 mil e US$ 66,5 mil há seis semanas, com volatilidade realizada no percentil 6 da própria história desde 2013 (Empiricus Crypto Pulse)
Brasil: mercado e fluxo
IBC-Br de junho caiu 0,60% no mês, abaixo da expectativa de queda de 0,50%, depois de alta de 0,10% em maio (TradeNews)
Ibovespa fechou a semana aos 166.934 pontos, com queda de 3,2% em reais e de 6,2% em dólares, no nono pregão consecutivo de baixa. O dólar subiu 2,7% na semana, a R$ 5,22 (XP Research)
Na sexta especificamente, houve estresse intradiário revertido no fim do dia: o real chegou a cair mais de 1% e fechou em queda de 0,5%, o DI longo chegou a abrir mais de 20 bps e fechou com 8 bps, e o Ibovespa chegou a cair mais de 1% e terminou em queda de 0,1% (XP Macro Strategy)
A curva abriu na semana: DI jan/36 a 14,68%, alta de 27 bps, e DI jan/27 a 13,77%, alta de 3 bps (XP Research)
Saída líquida de estrangeiro de R$ 8 bilhões na semana, com dados até quarta-feira, acumulando R$ 45,2 bilhões desde 15 de abril. Atenção à série: a edição de sexta trazia R$ 32 bilhões desde abril pelos dados da B3, que é uma medição diferente da série da XP (XP Research, B3)
Temporada de balanços praticamente encerrada: 29% das empresas bateram estimativa de receita, 25% a de EBITDA e 42% a de lucro líquido. Pela XP, uma das piores em surpresa positiva de lucro e EBITDA da história recente (XP Research)
Embraer foi o destaque positivo da semana, com alta de 6,8% após resultado forte em todos os segmentos. Hapvida foi o destaque negativo, com queda de 37,4% após piora na sinistralidade e aumento das despesas com judicialização (XP Research)
O Ibovespa negocia a cerca de 8,5 vezes lucro projetado, abaixo da média histórica de 10,5 vezes (XP Research)
O JP Morgan retirou a recomendação de compra das ações brasileiras em favor de México, Colômbia, Peru e Chile, o MSCI retirou empresas brasileiras do índice e o Citi trocou o real pelo rand sul-africano na cesta de moedas recomendada. O saldo líquido de capital estrangeiro no ano caiu de US$ 34 bilhões para cerca de US$ 29 bilhões (O Globo/Thomas Traumann)
Contexto e não notícia do dia: o Traumann compara o movimento ao “Lulômetro” que o Goldman Sachs criou em 2002 para estimar quanto o dólar subiria a cada ponto de Lula nas pesquisas. O modelo previa R$ 3,04 e a eleição terminou com o dólar a R$ 3,82 (O Globo/Thomas Traumann)
Alfredo Setubal, da Itaúsa, afirmou que a economia pode registrar uma pequena recessão no ano que vem, mesmo com R$ 200 bilhões de incentivos do governo federal (O Globo/Thomas Traumann)
Casas Bahia teve prejuízo de R$ 10,1 bilhões, fechou 298 lojas, demitiu 1,9 mil funcionários e avalia pedir recuperação judicial ou extrajudicial. A Marabraz já pediu recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões (Estadão, Folha)
Petrobras confirmou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório na bacia da Foz do Amazonas. O IBP chama a descoberta de extremamente importante para reposicionar o Brasil no setor (Estadão)
Defasagem da Petrobras pela Abicom: diesel a R$ 2,45 por litro abaixo da paridade e gasolina a R$ 1,07, com câmbio a R$ 5,19 e Brent acima de US$ 87. Na edição de sexta os números eram R$ 2,50 e R$ 1,09 (Abicom via XPInflation News)
O Tesouro paga hoje o maior vencimento de NTN-B (Valor via XPInflation News)
IPCA de 2026 projetado em 5,10% pelo mercado, alta de 4 bps, contra 5,12% da XP e 5,02% no Focus (XP Macro)
El Niño se fortalece e a NOAA elevou a chance de um fenômeno muito forte até o fim do ano. Distribuidoras de energia devem investir R$ 20 bilhões em reforço de rede (XPInflation News, O Globo)
Brasil: política e eleição
Quaest divulgada na sexta às 18h15: no primeiro turno, Lula 38% e Flávio 31%, com Renan Santos e Caiado em 4%, Zema e Cury em 2%. No segundo turno, Lula 43% e Flávio 40%, com a vantagem caindo de 5 pp para 3 pp, dentro da margem de 2 pp. Aprovação do governo de 48% para 46% (Quaest via XP Monitor de Pesquisas)
Pesquisa Nexus divulgada hoje de manhã mostra estabilidade nos cenários eleitorais, com vantagem de Lula em 3 pp, dentro da margem (Nexus via XP Política)
Sobre o repique de bolsa, real e DI no fim da sexta que alguns atribuem à Quaest: o fechamento da XP, escrito às 17h58, já descrevia a recuperação e ainda registrava que a pesquisa seria divulgada em instantes. Vazamento antes da publicação é possível e comum, mas não há fonte confirmando, então isso fica como hipótese em observação. Vale lembrar que a Futura de terça já trazia Lula 46,5% x 44% (XP Macro Strategy, Quaest, Futura)
A campanha começou oficialmente no domingo. Flávio abriu em Copacabana com colete à prova de balas, áudio de Bolsonaro produzido por IA e a camisa do slogan de 2018, reforçando o DNA bolsonarista em meio à reconciliação com Michelle. O ato reuniu 8,9 mil pessoas nos horários de pico pela estimativa do Monitor do Debate Político da USP (XP Política, Folha, Estadão, O Globo)
Lula abriu em São Bernardo do Campo, com aceno às origens sindicais e discurso mais enxuto que o da convenção. Prometeu criar um ministério da Segurança Pública e garantir a exploração de minerais estratégicos, deixando o detalhamento do programa para depois (XP Política, Folha, Valor)
Aliados de Flávio minimizaram o público reduzido e a ausência de lideranças como Michelle, Tarcísio e Nikolas. A campanha estuda escalar aliados para reduzir a dependência do próprio candidato nos embates digitais (Metrópoles/Igor Gadelha, O Globo)
Lula decidiu não ir ao debate da Band, marcado para domingo, alegando falta de igualdade de condições para se defender dos ataques. A tendência é comparecer apenas ao último debate antes do primeiro turno, na Globo, sem definição. A edição de sexta registrava a parceria Estadão e Band para esse primeiro encontro (Folha, XP Política, Estadão)
O X anunciou mudança de algoritmo no Brasil para cumprir o novo filtro da Justiça Eleitoral: conteúdo de candidatos deixa de aparecer na aba “For You” para quem não segue o perfil, alcançando apenas seguidores. A resolução do TSE vale para todas as plataformas. A subsecretária de Estado dos EUA classificou a medida como censura explícita imposta pelo Brasil (the news)
O governo dos EUA estuda novas sanções a Alexandre de Moraes, incluindo enquadrá-lo novamente na Lei Magnitsky, depois de o ministro autorizar buscas contra o jornalista Luis Pablo e sua fonte (FT, Folha, the news)
Segundo o jornalista Caio Junqueira, o Judiciário pressionou partidos do Centrão a não apoiarem a candidatura de Flávio, com o aviso de que o apoio poderia acelerar investigações contra eles na Corte (the news)
Flávio chegou a cogitar Michelle Bolsonaro para vice após não fechar com Tereza Cristina e Daniella Marques, mas a campanha avaliou que a chapa seria Bolsonaro demais (Estadão)
O PRTB registrou a candidatura de Pablo Marçal, que está inelegível, e o TSE será o obstáculo para o registro (O Globo, the news, BBC)
Alcolumbre liberou as pautas do fim da escala 6x1 e da PEC da Segurança. Líderes do Senado veem chance de votação entre o primeiro e o segundo turno (G1, O Globo via XPInflation News)
O Gastômetro do Estadão calcula que o governo já desembolsou R$ 278,3 bilhões de olho na reeleição, considerando créditos, subvenções, renúncia de receitas, benefícios sociais e publicidade (Estadão)
O governo tende a adotar o caminho mais longo na reciprocidade ao tarifaço, em vez de impor contramedidas provisórias. O procedimento interno deve demorar ao menos mais três meses (Estadão)
Faltam 48 dias para o primeiro turno. O Datafolha pode ser divulgado a partir de sexta (XP Política)
AGENDA DA SEMANA
Hoje: o IBC-Br de junho já saiu e veio pior que o esperado, com queda de 0,60%. Ainda tem o IGP-10 de agosto e o Focus. Galípolo palestra ao meio-dia, Nilton David tem audiências com o mercado às 11h30, 13h30 e 14h30, e Picchetti se reúne com economistas às 9h30 e 11h. Lula visita o navio-sonda da Petrobras na Margem Equatorial às 13h e Durigan fala em conferência às 9h e em evento da Bloomberg às 13h. Nos EUA, Empire State, confiança do NAHB e dados de fluxo de capital do Tesouro. BHP reporta após o fechamento.
Terça: Home Depot, Baidu e Toll Brothers reportam. Nos EUA saem construções iniciadas de julho, produção industrial e o índice Redbook de vendas no varejo.
Quarta: o dia mais cheio. Ata do FOMC de julho, de uma reunião decidida por 9 a 3. Target, Lowe’s, TJX, Analog Devices e Estée Lauder reportam. É também o prazo para a entrada das tarifas de 50% sobre uma faixa de importados canadenses, inclusive bens que teriam isenção pelo acordo com México e Canadá. Sai o CPI do Reino Unido.
Quinta: Walmart, Alibaba, Deere e Ross Stores reportam. Nos EUA, pedidos de seguro-desemprego, Philadelphia Fed e indicadores antecedentes.
Sexta: PMIs preliminares de serviços e indústria nos EUA. Aqui, o Datafolha pode sair.
Semana que vem: balanço da Nvidia e Jackson Hole, os dois eventos com potencial de mexer no mercado que ficaram de fora desta semana.
Ainda em agosto: o PCE de julho, índice preferido do Fed. Segue valendo o detalhe que registrei na semana passada: a rubrica de gestão de recursos saltou 6,5% no mês no PPI de julho e entra direto no cálculo do PCE, então o alívio do atacado pode não se repetir inteiro no dado que o Fed olha.
O caminho até setembro: payroll de agosto em 4 de setembro, CPI de agosto na segunda semana e decisão do Fed em 15 e 16, com projeções. Continua sendo o CPI de agosto que decide, não o de julho.



