Perspectivas da Semana
Nos EUA, os holofotes se voltarão para o encontro entre as lideranças americana e chinesa. O mercado buscará pistas sobre a política comercial americana em relação à China, mas o recado provavelmente será de continuidade, com pouca mudança prática.
Vale ficar de olho nos PMIs de setembro (quarta-feira), que devem confirmar a aceleração da atividade americana. O dado pode reforçar a percepção de um Fed mais hawkish. Se a atividade continuar forte e o consumo não der sinais de fadiga, aumentará o espaço para uma postura mais dura de juros em dezembro.
No Brasil, será difícil desviar o olhar para outros temas político e fiscal. O mercado ainda digere as implicações do anúncio sobre o Bolsa Família na trajetória fiscal, enquanto há sinalizações de novas medidas, como uma possível ampliação do teto do MEI.
O pacote de estímulos eleitorais pode piorar a percepção fiscal e contaminar o recente otimismo trazido pelos cortes de juros.
A ata do Copom sai na terça-feira e não deve trazer novidades, deixando a porta para a continuidade dos cortes. Não deverá também mencionar o recente reajuste do Bolsa Família já que a medida foi anunciada após a decisão do Copom.
O IPCA-15 de setembro (sexta-feira) deve mostrar aceleração no núcleo, puxada por tarifas de energia e cigarros, mas ainda abaixo do teto da meta pela terceira vez seguida. Isso deve reforçar a leitura de que o Copom tem espaço para seguir cortando.
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