Ouro vence novamente a corrida do mês.
Relatórios, agenda e os trades para começar a semana.
Rentabilidades de Outubro
A moeda velha (ouro) contrasta com a moeda nova (Cripto) na fuga do dólar. O metal, até o momento, tem sido o ativo preferido na busca pela preservação do poder de compra diante da preferência do FED por mais inflação nos EUA.
O ponto alto da semana será o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, durante a cúpula da Apec, na Coreia do Sul, na quinta-feira (30). Após meses de tensão comercial, investidores esperam ao menos uma trégua entre as duas potências para reduzir a volatilidade nos mercados.
Antes disso, Trump participa da Cúpula da Asean, na Malásia, onde deve se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva — ainda sem confirmação oficial. A conversa deve tratar das tarifas de 50% impostas aos produtos brasileiros e de uma possível reaproximação comercial entre os países.
No Brasil, o foco recai sobre os dados do mercado de trabalho: o Caged de setembro sai na quinta (30) e a PNAD Contínua na sexta (31). Os números serão determinantes para medir o ritmo da economia e reforçar as expectativas de que o Banco Central possa iniciar o ciclo de cortes da Selic em março de 2026.
De olho nos gráficos
Weg [WEGE3]
As ações da WEG mantêm trajetória de alta, encerrando a semana próximas das máximas recentes. Borges avalia que o papel segue com espaço para valorização. “A WEG está espelhando um movimento anterior de forte expansão e mantém um comportamento técnico muito positivo”, explica. O analista projeta alvo na região dos R$ 50,25, o que representa potencial de 34% de valorização, e destaca que a posição está protegida, com stop na entrada.
Vibra [VBBR3]
A Vibra Energia confirmou rompimento no gráfico semanal, abrindo caminho para continuidade da alta, segundo Borges. “O ativo está em uma estrutura de força compradora, já sem risco operacional neste momento”, diz o analista. Ele prevê realização parcial em R$ 24,96 e acredita que, acima de R$ 25,40, a ação pode avançar até R$ 29,99, o que representaria 26,9% de valorização.
Hashdex Nasdaq Crypto Index [HASH11]
O HASH11, ETF que replica o Nasdaq Crypto Index, segue em fase de acumulação antes de um possível rompimento de topo, avalia Borges. “Com o Ethereum a 20% e o Bitcoin a cerca de 10% de suas máximas históricas, ainda há muito espaço para novas altas”, observa. O analista vê oportunidade de compra acima dos R$ 86,50, com alvo em R$ 94 e possibilidade de um último rali de alta do ciclo cripto, que poderia levar o ativo até R$ 125.
Relatórios XP
Usiminas [USIM5]
A XP avaliou como neutros os resultados da Usiminas no terceiro trimestre de 2025, com EBITDA ajustado de R$ 434 milhões, avanço de 6% sobre o trimestre anterior. O desempenho foi sustentado por leve melhora nas divisões de Aço e Mineração, com volumes maiores e custos menores compensando a queda de preços. Para o quarto trimestre, a corretora projeta leve recuo nas vendas por conta da sazonalidade, mas com estabilidade nos preços e novas reduções de custo no segmento de aço.
Randoncorp e Frasle [RAPT4;FRAS3]
A instituição financeira revisou suas projeções para Randon e Frasle, mantendo preferência por RAPT4, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 10 ao fim de 2026. A corretora reconhece o impacto dos juros altos e da pressão sobre o agronegócio, mas vê a Randon bem posicionada para se beneficiar de uma futura queda de juros. Já a Frasle segue com modelo resiliente, porém com menor potencial de valorização após ajustes recentes nas projeções.
Pesquisa com investidores - Weg [WEGE3]
Foi realizada pesquisa com investidores após a divulgação do balanço do 3T25 da WEG e identificou tom neutro, com percepções divididas sobre os resultados. A maioria não viu o trimestre como um gatilho relevante, embora tenha destacado a rentabilidade como ponto positivo. Para a XP, o desempenho resiliente da área de Equipamentos Elétricos Industriais ajuda a reduzir preocupações sobre desaceleração nas receitas.
Temporada de resultados 2025
Projeta-se uma temporada de resultados mista no 3T25, com impacto negativo das commodities e desempenho desigual entre os setores domésticos. A corretora estima crescimento de 7,9% na receita líquida e queda de 1,9% no EBITDA em relação ao ano anterior. Construção civil, tecnologia e mineração devem liderar os avanços, enquanto papel e celulose e varejo tendem a apresentar os piores resultados.
Relatórios BTG Pactual
Weg [WEGE3]
O BTG destacou que os resultados da WEG no 3T25 trouxeram crescimento de receita abaixo do esperado (+4% a/a), mas margem EBITDA surpreendeu positivamente em 22,2%. O banco aponta que o impacto positivo da margem compensou o menor crescimento, mas reforça que a empresa precisa mostrar evolução consistente para justificar múltiplos mais altos, especialmente diante de um 4T potencialmente mais fraco.
Setor de telecomunicações
O BTG projeta que a Desktop terá receita líquida de R$ 307 milhões no 3T25, impulsionada por aumento nas adições líquidas de banda larga. A expectativa é de EBITDA de R$ 160 milhões, margem de 52,2% e lucro líquido de R$ 36 milhões, com capex de R$ 104 milhões, resultando em geração de fluxo de caixa operacional de R$ 56 milhões.
Vale [VALE3]
O relatório operacional do 3T25 da Vale mostrou produção de minério de ferro de 94,4 Mt, em linha com expectativas, e volumes embarcados crescendo em ritmo semelhante. Preços mais altos e otimização do portfólio ajudaram a reduzir o desconto médio do fino. Metais básicos vieram próximos do previsto, com destaque para o níquel (+7%). O BTG mantém recomendação Neutra, destacando a consistência operacional e disciplina de capital da gestão.
Setor de shoppings
O BTG projeta resultados sólidos para o setor de shoppings no 3T25, apesar de desaceleração nas vendas dos lojistas devido a uma base de comparação mais forte. O desempenho da logística segue robusto, com absorção de ABL mantendo indicadores saudáveis.
Prio [PRIO3]
O banco destaca 2026 como ano transformacional para a PRIO, com expectativa de dobrar a produção para 200 mil barris/dia e implementar iniciativas de redução de custos e racionalização operacional. O plano em Peregrino deve gerar economias anuais de cerca de US$ 220 milhões, reforçando a capacidade de gerar fluxo de caixa elevado e retorno ao acionista.
Relatório Itaú
Equity Strategy
O Itaú registrou que investidores estrangeiros foram vendedores líquidos de R$ 0,4 bilhão nos últimos cinco pregões, acumulando saída de R$ 5,5 bilhões no mês, mas mantendo entrada líquida de R$ 21,1 bilhões no ano. Investidores locais superaram o desempenho do mercado, com Educação, Utilidades e Bens de Capital como destaques positivos. Fundos de ações ativos apresentaram saída de R$ 1,1 bilhão no mês, enquanto hedge funds registraram entrada de R$ 0,7 bilhão, refletindo padrões de alocação distintos entre os investidores.






