Para onde ir se a Selic cair? BTG Pactual projeta corte antecipado e aponta os setores que podem saltar
BTG Pactual antecipa queda dos juros e aponta ações de educação e saúde que podem disparar com o alívio nas dívidas
Com o mercado ainda apostando em um início de corte de juros apenas para março, o BTG Pactual divulgou uma visão fora do consenso: o ciclo de flexibilização monetária pode começar já nesta semana. Para os analistas do banco, um corte de 0,25 ponto percentual (25 bps) agora é tecnicamente justificável pela ausência de pressões de demanda e pela natureza prospectiva da política econômica.
Se a previsão se confirmar, o cenário abre uma janela de oportunidade para investidores buscarem ativos que se beneficiam diretamente do crédito mais barato e da redução das despesas financeiras.
Oportunidades na alavancagem: por que olhar para Educação e Saúde?
A lógica por trás da tese do BTG é direta: empresas com maior alavancagem (relação dívida líquida/EBITDA) sentem um alívio imediato no caixa quando os juros caem. Isso acontece porque o custo de carregar suas dívidas diminui, permitindo revisões para cima nos lucros e uma valorização das ações.
Educação: a aposta favorita do banco
O setor de educação é classificado como de “beta alto”, ou seja, tende a reagir com mais intensidade aos movimentos do mercado. O BTG prefere educação ao setor de saúde neste momento, citando um fluxo de caixa livre (FCF) mais forte e valuations mais atraentes.
O banco sugere uma “cesta” de ações focada neste setor:
Small Caps (Maior alavancagem): Ânima (2,4x dívida/EBITDA) e Vitru (2,1x).
Large Caps: YDUQS e Cogna.

Saúde: seletividade é a palavra de ordem
Embora o setor de saúde também possua nomes alavancados que podem se beneficiar, como Hypera (5,0x dívida/EBITDA) e Oncoclínicas (4,2x), o BTG mantém uma postura mais cautelosa e focada em qualidade (buy and hold).
A principal recomendação no setor de saúde continua sendo a Rede D’Or [RDOR3]. Mesmo não sendo a mais alavancada do grupo (projeção de 2,0x dívida/EBITDA após distribuição de dividendos), a empresa é vista como uma “compounder” de alta qualidade, com forte momento de lucros e potencial de crescimento via fusões e aquisições (M&A).



