Primeira super quarta do ano e balanço das techs: O guia completo para sua semana financeira
E mais relatórios do BTG, Itaú BBA e XP
O Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) realizam, nesta quarta-feira (28), a primeira “Super Quarta” de 2026. A expectativa consensual é de manutenção das taxas de juros: a Selic em 15% ao ano e os juros americanos no intervalo de 3,5% a 3,75%. Mais do que a decisão atual, investidores buscam nos comunicados pistas sobre o início do ciclo de queda no Brasil e a retomada da flexibilização nos EUA.
No cenário doméstico, a resiliência da economia brasileira desafia o Banco Central. Com o desemprego em mínimas históricas e a massa salarial recorde, a inflação de serviços voltou a acelerar, dificultando a convergência do IPCA para a meta de 2027. O mercado, que antes previa cortes agressivos, agora se divide sobre a viabilidade de uma redução na Selic em março, mantendo as projeções para o fim de 2026 em patamares restritivos (12,25%).
Nos Estados Unidos, o cenário é de espera. A inflação persistente próxima de 3% e o crescimento robusto do PIB (acima de 5% no 4º trimestre, segundo o Fed de Atlanta) sugerem que Jerome Powell pode encerrar seu mandato em maio sem novos cortes. A atenção se volta para a sucessão no comando do Fed, com o nome de Rick Rieder (BlackRock) ganhando força nos bastidores do governo Trump.
Rentabilidades do Mês
O Ibovespa fechou a semana com alta expressiva renovando máximas e registrando o melhor desempenho semanal desde abril de 2020. A dinâmica global seguiu marcada pela rotação de capital para fora dos EUA, enfraquecendo ações americanas e o dólar, enquanto metais preciosos lideraram ganhos, com ouro e prata em forte rali. Dólar recuou para R$ 5,29 e a curva de juros fechou de forma consistente.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana em forte valorização e ultrapassou as expectativas do mercado. Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, explica que houve “entrada relevante de fluxo de capital” e que isso “refletiu diretamente na alta do índice”. A leitura técnica indica espaço para continuidade do movimento, com alvo na faixa dos 182.600 pontos. O suporte mais relevante está distante, na região dos 163.500 pontos, reforçado por uma linha de tendência de alta.
Petrobras [PETR4]
A Petrobras rompeu níveis importantes ao longo da semana, ativando sinal de compra monitorado anteriormente. Borges destaca que a operação foi iniciada em R$ 32,52 e já acumula retorno próximo de 7%. Na visão do analista, a ação tem potencial para buscar a região das máximas históricas, o que representaria avanço de cerca de 28%. Caso ocorra rompimento dos R$ 42,60, o alvo técnico projetado sobe para R$ 50,00.
Fleury [FLRY3]
A Fleury apresentou o melhor fechamento semanal desde 2021, com rompimento técnico que acionou compra. A posição recomendada partiu de R$ 15,75 e já acumula ganho aproximado de 5%. Para Borges, o alvo projetado está em R$ 20,50, com ganho potencial de cerca de 30%. Parte da posição já foi realizada e o restante segue protegido no ponto de entrada, aguardando desdobramentos do mercado no curto prazo.
Alupar [ALUP11]
A Alupar também entrou no radar de compras com rompimento no gráfico semanal e confirmação de máximas históricas. Borges relata que a operação foi iniciada em R$ 33,35, com alvo técnico em R$ 41,95, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 25%. O trade segue ativo com gerenciamento de risco em curso, alinhado ao cenário de continuidade da tendência de alta.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Gerdau - BTG Pactual
O BTG Pactual rebaixou a recomendação da Gerdau para “Neutra” e afirmou que é “tempo para uma pausa”.
Smart Fit - BTG Pactual
BTG Pactual avalia que a SmartFit mantém ritmo forte de crescimento desde o IPO em 2021. O banco aponta avanço consistente da receita líquida e ganho de alavancagem operacional. Após a queda recente do papel, a casa vê as ações sendo negociadas a 13 vezes o lucro estimado para 2026. A expectativa é que o lucro por ação cresça 25% em 2025, com taxa média de 32% ao ano entre 2025 e 2028, o que coloca a empresa entre as teses mais atraentes da cobertura. Depois do CEO Day de varejo, o BTG atualizou as estimativas e reduziu o preço-alvo para 2026.
Confira o relatório completo
Sabesp - Safra
Safra afirmou que as ações da Sabesp avançaram 51% em 2025, acima dos 34% do Ibovespa. O banco atribuiu o movimento às melhorias de gestão após a privatização e ao menor risco regulatório depois da revisão tarifária final. Mesmo assim, o Safra rebaixou a recomendação para Neutro, observando que a ação negocia a 1,2 vez EV/RAB 2026 e 6,9 vezes EV/EBITDA 2026. O banco avaliou que a companhia pode buscar novas avenidas de crescimento e ganhos de eficiência.
Trade Idea [Long Ethereum] - BTG Pactual
“O Ethereum se consolidou como a principal infraestrutura para a integração entre o mercado financeiro e a tecnologia blockchain. No segmento de tokenização, a rede concentra cerca de US$ 13,9 bilhões em ativos emitidos, o que representa aproximadamente 61% do mercado”, destacou o BTG como parte de sua análise.
Varejo & Consumo - BTG Pactual
BTG Pactual avaliou que o valuation do varejo não está pressionado, mas depende de sinais macro. O banco lembrou que a alta dos juros entre 2021 e 2023 reduziu múltiplos, especialmente em empresas de alto crescimento. Após recuperação no primeiro semestre de 2025, a maior aversão ao risco voltou a pressionar as ações. Na amostra de 27 empresas, o BTG apontou mediana histórica de 15 vezes o lucro para os próximos 12 meses, ante 10 vezes atualmente, nível 1,3 desvio padrão abaixo da média em 15 anos.
O P/L do setor mostrou correlação com juros de um e dez anos (R² de cerca de 0,53). A casa alertou que o cenário macro afeta múltiplos e estimativas para 2026 após um fim de 2025 mais fraco. O relatório analisou dez varejistas sob cobertura, entre elas Renner, Raia Drogasil, Mercado Livre, Vivara, SmartFit, SBF, C&A, Track&Field, Assaí e Grupo Mateus.
Confira o relatório completo
12 ideias-chave para 2026 - BTG Pactual
“Apresentamos nossas 12 ideias-chave para 2026. Este relatório está dividido em quatro seções, cada uma com análises e insights em sua área”, informou o BTG.









