Próxima semana tem CPI e oportunidade em FLRY3
E mais relatórios do BTG, Adam Capital e Safra
A semana entre 12 e 16 de janeiro será marcada por dados de inflação, indicadores de atividade e decisões judiciais relevantes nos Estados Unidos. A inflação ao consumidor (CPI) de dezembro, prevista para terça-feira, será o principal dado econômico do período, em meio ao debate sobre o ritmo da retomada dos cortes de juros pelo Federal Reserve. O mercado revisou as apostas para o início da flexibilização monetária de abril para junho, após dados mais fortes do mercado de trabalho.
No Brasil, o foco estará nos indicadores de atividade de novembro e no comportamento da inflação após o último IPCA, que afastou a possibilidade de corte da Selic na reunião de janeiro. A expectativa do mercado financeiro é que o ciclo de flexibilização comece apenas em março. A agenda doméstica inclui ainda a divulgação do volume de serviços na terça-feira, vendas no varejo na quinta e IBC-Br na sexta, considerado uma prévia do PIB.
O cenário político e geopolítico também terá influência sobre os mercados. Investidores acompanham a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas de importação, prevista para quarta-feira, e o avanço das negociações para a assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, marcada para 17 de janeiro.
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa teve uma semana de forte valorização, encerrando perto das máximas e voltando a testar níveis históricos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o aumento de fluxo comprador sustentou o movimento. “Vimos retorno de volume e isso elevou a probabilidade de continuidade da alta”, afirmou.
Para ele, o índice pode romper os 165 mil pontos e buscar a faixa de 169 mil a 170 mil pontos no curto prazo. Borges acrescentou que o ponto de atenção está no suporte: “Enquanto o mercado respeitar a região dos 160 mil pontos, o cenário segue construtivo”.
Fleury [FLRY3]
A ação da Fleury está entre as operações de swing trade acompanhadas pelo analista e encerrou a semana com rompimento de máximas no gráfico semanal. Borges vê continuidade do movimento caso o papel confirme o rompimento do topo de 2023. A projeção é de alta até R$ 18,55, o que representaria avanço entre 18% e 19%. O stop técnico está localizado abaixo do último fundo do gráfico diário, na região de R$ 14,38. Para Borges, o cenário atual “segue favorável para compras”.
Banco do Brasil [BBAS3]
Já o Banco do Brasil permanece consolidado no curto prazo, mas com sinais técnicos relevantes. Borges destacou o rompimento de uma linha de tendência de baixa com aumento de volume, o que, segundo ele, indica chance de retomada da movimentação de alta. “Não significa entrar comprado a mercado, é observar os gatilhos”, disse o analista. Se o papel perder a região de suporte entre R$ 21,00 e R$ 21,08, Borges projeta correção até pelo menos R$ 18,00. Para quem opera médio e longo prazo, ele considera o rompimento consistente dessa linha como ponto de entrada.
Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice [HASH11]
O Hashdex Nasdaq Crypto Index segue em movimento lateral desde novembro do ano passado, refletindo a falta de tendência mais forte no Bitcoin, que tem grande peso dentro do ETF. Borges chamou atenção para a perda recente de uma linha de tendência de alta, o que expõe o ativo a nova correção. Em sua leitura, o ETF tem espaço para cair até a faixa de R$ 59,00 a R$ 58,00, zona que pode funcionar como suporte relevante. Segundo o analista, esse patamar pode ser “um bom ponto de compra para médio prazo” diante da atual ausência de fluxo comprador.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Carta Global Asset Strategy - BTG Pactual
O cenário político americano ganha atenção com as eleições de meio de mandato, mas o banco avalia menor espaço para políticas extremas. Decisões da Suprema Corte sobre tarifas podem atuar como fator desinflacionário.
Carta Adam Capital
A gestora vê pressões inflacionárias internas em serviços, salários e demanda. Além disso, a Adam avalia que a desinflação será limitada sem aperto financeiro adicional ou desaceleração da atividade.
Confira o relatório completo
The 2026 starting pack: Embraer - BTG Pactual
Para 2026, o banco aponta que o desafio é manter o ritmo. No comercial, a expectativa é de novas campanhas apoiadas por restrições globais de oferta no narrowbody. Na Defesa, o cenário segue favorável com orçamentos militares maiores. Na aviação executiva, o foco recai sobre ampliar capacidade de produção para atender à demanda. O mercado também observa a evolução da EVE, a aposta em eVTOL.
The 2026 starting pack: WEG - BTG Pactual
O ano fiscal de 2026 deve ser não linear, especialmente na percepção de crescimento. No início do ano, a empresa tende a enfrentar bases de comparação mais difíceis, menor crescimento doméstico e impactos tarifários, pressionando o crescimento anual.
The 2026 starting pack: Localiza - BTG Pactual
Em 2026, investidores voltam a olhar com otimismo para os segmentos de aluguel e Seminovos. No aluguel, com o spread de ROIC normalizado, a expectativa é de retomada de crescimento com foco em volume e utilização, aproveitando queda no custo de capital. Em Seminovos, o desafio é aumentar o volume de vendas, apoiado por um mercado automotivo mais aquecido com juros menores. A tese é positiva.
Brazilian utilities outlook 2026 - BTG Pactual
Após um desempenho excepcional em 2025, o setor de serviços básicos (utilities) continua sendo uma das principais apostas do BTG Pactual para o mercado de ações brasileiro em 2026.
20 prime equity - BTG Pactual
As ações tiveram forte desempenho em 2025, apesar da volatilidade no período. Após um começo fraco e uma correção relevante entre fevereiro e abril, os índices S&P 500 e Nasdaq se recuperaram com alta próxima de 45%, apoiados por indicadores econômicos melhores, revisão positiva das expectativas de crescimento e resultados sólidos das empresas de tecnologia nos EUA.
Setor de seguros - Safra
“Estamos revisando nossas estimativas para o setor de Seguros e incorporando novas premissas macroeconômicas e resultados.”








