Tensão renovada no Irã, pesquisa eleitoral e feriado
O tabuleiro está posto: Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema.
A semana começa com novas pesquisas eleitorais chegando ao debate público, e os números vão encontrar um eleitorado que já deu sinais claros de exaustão do modelo econômico.
Com o prazo de desincompatibilização encerrado em 4 de abril, começaram os ataques, principalmente nos alvos que mais ameaçam.
o tabuleiro está posto: Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema.
Fique atento às pesquisas desta semana
Agenda da semana (20 a 24 de abril)
A semana de 20 a 24 de abril deve ter como principal vetor o conflito entre Estados Unidos e Irã, em um cenário de poucos indicadores econômicos e feriado no Brasil. A expectativa de uma reunião entre os países nos próximos dias mantém os investidores atentos a um possível acordo, enquanto persistem incertezas sobre temas como urânio enriquecido, fundos congelados e os termos de um eventual cessar-fogo. A evolução do conflito e as condições de navegação no estreito de Ormuz seguem como variáveis centrais para a economia global.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve adotou postura de espera após o choque nos preços de energia, interrompendo a perspectiva de cortes de juros no curto prazo. No Brasil, diretores do Banco Central sinalizaram preocupação com a deterioração das expectativas de inflação para 2028, o que pode limitar o espaço para quedas mais intensas da Selic.
Na agenda, a China divulga sua taxa de juros no domingo, com expectativa de manutenção em 3% ao ano. Na terça-feira, os dados de vendas no varejo dos Estados Unidos devem indicar o ritmo do consumo. O Japão publica a inflação na quinta-feira, com expectativa de estabilidade. Na sexta-feira, o Brasil apresenta os dados do setor externo de março, com previsão de resultado sustentado por uma balança comercial favorecida pela alta do petróleo.
Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa fechou em queda nesta sessão, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, após o recuo do petróleo no mercado internacional com o anúncio de reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento reforça um sinal de esgotamento no curto prazo. “O índice mostra um fechamento pesado e sinaliza um possível topo na região dos 199.300 pontos”, afirmou. Ele avalia que o mercado deve adiar uma tentativa de romper os 200 mil pontos e abrir espaço para correção. “Vejo margem para o Ibovespa recuar entre 190 mil e 185.500 pontos nas próximas sessões”, disse.
Petrobras [PETR4]
As ações da PETR4 perderam a faixa de R$ 46,70, nível que já havia sido apontado como região de realização de lucros. O papel vinha oscilando há semanas entre R$ 44 e R$ 50, mas, para Borges, o cenário técnico se deteriorou. “A perda do suporte em R$ 44 abre espaço para uma queda mais intensa, com alvos entre R$ 38 e R$ 36”, afirmou. O analista também relaciona o desempenho ao petróleo. “A commodity ainda indica espaço para novas quedas, e Petrobras tende a acompanhar esse movimento nos próximos dias, ampliando a correção após uma alta acumulada superior a 70% no ano”, disse.
Bitcoin
O Bitcoin avançou cerca de 3% nesta sexta-feira, mantendo a trajetória de alta no curto prazo. Ainda assim, Borges interpreta o movimento como parte de um canal corretivo. “O Bitcoin segue em alta, mas dentro de um padrão corretivo, próximo da faixa superior desse canal”, afirmou. Ele destaca que o comportamento atual repete movimentos anteriores do ativo. “Esse padrão já foi visto entre novembro e fevereiro e acabou antecedendo uma queda relevante”, disse. Na avaliação do analista, o ciclo de baixa ainda não terminou. “A tendência é de que o ativo teste e até perca o nível de US$ 60 mil nas próximas semanas ou meses”, afirmou.
CSN [CSNA3]
Entre as ações, a CSNA3 aparece como uma das principais apostas de venda. O papel segue em tendência de baixa, com repiques técnicos limitados. “O ativo mantém um fluxo vendedor forte e as altas recentes indicam apenas correções”, afirmou Borges. Ele aponta uma faixa entre R$ 6,98 e R$ 7,35 como possível ponto de entrada para operações vendidas. “Vejo espaço para a ação recuar até R$ 5,60 e, se perder esse suporte, o movimento de queda pode se intensificar, com alvos entre R$ 3,50 e R$ 2,50”, disse.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:





























