Tese de Selic alta ganha força
PIB forte, inflação de energia e El Niño alimentam a percepção de taxa alta por mais tempo
Recado do Beto Saadia
Realizamos um encontro para clientes Nomos com o Mauricio Moura, cientista político, pesquisador, e um dos nomes mais respeitados em análise eleitoral no Brasil.
Maurício fundou o Instituto IDEIA, referência em pesquisa de opinião e comportamento do eleitor.






Moura é cofundador do ASA Zaftra, o primeiro fundo multimercado com estratégia focada em eventos eleitorais. O fundo opera sob a premissa de que resultados eleitorais criam assimetrias de precificação nos mercados financeiros.
Nosso espaço lotou. Maurício descartou qualquer expectativa de análise simplória.
“A eleição de 2026 vai ser decidida por uma fatia de 3%-4% do eleitorado”, disse, algo em torno de 4 milhões de votos de pessoas fora das bolhas.
A parte que mais prendeu a atenção da plateia foi quando ele cruzou o universo da pesquisa eleitoral com o mercado financeiro.
Moura explicou a tese por trás do Zaftra, partindo da premissa de que 90% das eleições no mundo são definidas por margens de até quatro pontos percentuais, o que gera sistematicamente assimetrias de precificação que o mercado não captura com antecedência.
Para participar desses e outros eventos, seja cliente Nomos.
Agenda da semana (01 a 05 de junho)
A primeira semana de junho será marcada pela divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) e por uma série de indicadores de atividade econômica que podem influenciar as expectativas para a política monetária americana.
Nos Estados Unidos, a expectativa é de que o payroll de maio mostre moderação na geração de empregos, sem indicar uma desaceleração relevante da economia. Além disso, os índices PMI, o Livro Bege do Fed e dados do mercado de trabalho ajudarão a calibrar as apostas dos investidores para os próximos passos dos juros americanos.
No Brasil, a agenda será vazia por causa do feriado de Corpus Christi, mas os investidores acompanharão a divulgação do Boletim Focus, da produção industrial de abril e da balança comercial de maio.
Rentabilidade das principais classes em maio
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a sétima semana consecutiva de baixa e entra em um momento decisivo do ponto de vista gráfico, segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research. “A semana que vem acaba sendo um divisor de águas”, afirma. De acordo com ele, a perda dos 172.600 pontos pode abrir espaço para uma queda mais acentuada, com alvos entre 166 mil e 161,5 mil pontos. Por outro lado, a superação da resistência em 177.900 pontos poderia favorecer uma recuperação em direção à faixa entre 184 mil e 189 mil pontos.
Nubank [ROXO34]
Entre as ações acompanhadas pela NMS Research, o Nubank encontra resistência na região de R$ 11,20 após várias tentativas frustradas de avanço. Borges afirma que a equipe encerrou uma operação de swing trade iniciada perto de R$ 10,40, realizando lucro superior a 5,5%. Segundo ele, um rompimento acima de R$ 11,21 pode abrir caminho para uma valorização até a faixa entre R$ 11,80 e R$ 12,20. Já uma perda do suporte em R$ 10,65 poderia levar o papel a testar novamente a mínima de R$ 9,98.
CVC [CVCB3]
Na CVC, o analista recomenda cautela. Borges observa que o papel saiu de um período de lateralização para uma forte pressão vendedora, acumulando queda de cerca de 34% em apenas três pregões, ao recuar de R$ 2,20 para R$ 1,45. Segundo ele, a perda da região de suporte em R$ 1,30 ampliaria o potencial de baixa da ação, com alvo técnico final próximo de R$ 0,60.
JSL [JSLG3]
Já para a JSL, a leitura permanece negativa. Borges avalia que o ativo segue em tendência de baixa e pode estar formando uma estrutura para fechamento de gap. Na visão do analista, existe espaço para recuo até a faixa entre R$ 5,30 e R$ 5,00, o que representaria uma desvalorização adicional de aproximadamente 16% a 21% em relação aos níveis atuais. Diante desse cenário, ele afirma não enxergar oportunidades atrativas de compra no papel neste momento e considera a perda dos R$ 6,30 como um sinal técnico para saída da posição e busca de alternativas no mercado.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Emerging Market equities: Brazil downgraded to neutral - UBS
Este relatório detalha o rebaixamento das ações brasileiras de “Atrativo” para “Neutro” pela UBS, justificado pela aproximação das eleições presidenciais de outubro. Os analistas explicam que o início do ciclo tradicional de volatilidade pré-eleitoral, somado a incertezas fiscais e a um ciclo de corte de juros mais curto e raso do que o previsto, limita o potencial de valorização dos ativos brasileiros no curto prazo
Pesquisa com Assessores XP
A nova edição da pesquisa com assessores e consultores da XP indica um aumento real nas fatias de alocação em ações após a última correção do mercado, embora o interesse em ampliar ainda mais essa exposição tenha desacelerado. O levantamento aponta que 75% dos respondentes pretendem manter suas posições atuais inalteradas, ao passo que o sentimento geral em relação à bolsa recuou para a nota 7,0 devido ao receio com a instabilidade política e os riscos fiscais no cenário doméstico. Como reflexo dessa postura defensiva, a renda fixa consolidou-se como a classe de ativos amplamente preferida pelos clientes, seguida por investimentos no mercado internacional.
WEG [WEGE3]: data centers e o ciclo de investimentos em IA - BTG Pactual
O BTG Pactual reitera a recomendação de compra para a WEG (WEGE3), com preço-alvo de R$ 65,00, ao demonstrar que a companhia está estrategicamente posicionada no centro do massivo ciclo global de gastos em infraestrutura de data centers impulsionado pela inteligência artificial. Embora o segmento represente atualmente de 3% a 5% do faturamento da empresa, o relatório prevê uma expansão acelerada sustentada pela oferta de transformadores de potência, alternadores de contingência e sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O estudo ressalta ainda que a divisão de Transmissão e Distribuição (T&D) nos Estados Unidos já possui cerca de 20% de sua carteira de pedidos atrelada a esses projetos, operando com margens acima da média consolidada do grupo.
GEM Monitor: LatAm overweight decreases amidst rotation to tech theme - Itaú BBA
Este relatório do Itaú BBA expõe uma redução de 0,54 ponto percentual na sobrealocação (overweight) de fundos ativos globais de mercados emergentes na América Latina ao longo de 2026, movimento provocado por uma rotação de capital em direção ao setor de tecnologia na Ásia. A despeito das realizações e da redução marginal de 30 pontos-base, a análise evidencia que o Brasil se sustenta de forma isolada como o país mais sobrealocado da região, retendo um peso absoluto de 5,35% nas carteiras. Na divisão setorial, o recuo mais acentuado ocorreu no segmento financeiro, enquanto o setor de energia se destacou positivamente, motivando sugestões táticas do banco como a compra de empresas brasileiras de utilidade pública e o incremento em bancos domésticos.
MÍDIAS DA SEMANA
Divulgação do nosso Estratégia Nomos de Maio.🔗 Leia o relatório completo
Why is the market so distorted? One reason is that there are now more ETFs than actively listed companies. Many of these ETFs own the same stocks, and when a sector is hot or not, investors pile into ETFs, creating distortions. Eventually, we will be down to 10 public companies and 10000 ETFs all owning the same stocks. (Okay, being a little facetious.)
MEMOLOGY
Esperando Trump declarar que não houve acordo no Irã


























