Todas as sugestões de investimento da Expert XP
MercadoLibre (MELI); Sabesp (SBSP3); Petrobras (PETR3/PETR4); TSMC (TSM); Micron (MU); Amazon (AMZN); Robinhood (HOOD); Axia (Axia3); ; USA Rare Earth; NTN-B; Ouro; Prata; Petróleo; Ibovespa; Dólar;
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1. Política monetária americana
Janet Yellen sustenta que a economia global ainda carrega os efeitos de choques sucessivos desde a pandemia, o que atrasa o retorno da inflação às metas dos bancos centrais. Ela cita pressões recentes ligadas à energia e mudanças na política comercial americana, somadas ao investimento pesado em IA e infraestrutura energética. Sem evidência clara de ganhos de produtividade que compensem esses efeitos, ela projeta inflação elevada no curto prazo, mas acredita que o Fed ainda tem espaço para adotar postura mais restritiva se as pressões se intensificarem.
Revisão do arcabouço do Fed
Ela acredita que a participação de especialistas externos pode fortalecer a credibilidade das discussões e melhorar a comunicação do banco central com mercados e sociedade.
Dólar e reservas internacionais
Yellen evita previsões diretas sobre câmbio, mas observa queda gradual da participação do dólar nas reservas internacionais. Ainda assim, ela mantém que nenhuma moeda alternativa viável existe hoje para substituir o dólar, dada a liquidez, a profundidade e a robustez dos mercados americanos.
Risco fiscal das economias desenvolvidas
Yellen se mostra preocupada com a trajetória fiscal de várias economias desenvolvidas, sobretudo diante do envelhecimento populacional e das pressões crescentes sobre as contas públicas. Para ela, a sustentabilidade fiscal seguirá entre os principais desafios das próximas décadas, o que exige discussões mais sérias sobre planejamento de longo prazo e equilíbrio das contas.
Bolsa brasileira e ciclo de reversão
André Lion, João Luiz Braga e Octávio Magalhães convergem na leitura de que o pessimismo extremo, valuations mais baratos e o retorno de fluxo estrangeiro criam assimetria favorável para ações brasileiras, mesmo em ambiente macro ainda volátil. Fernando Ferreira aponta três sinais positivos, o retorno de fluxo em julho, o indicador de sentimento da XP em pessimismo extremo, nível que historicamente coincide com viradas de mercado, e a melhora da assimetria do Ibovespa. Braga cita o desinflacionamento confirmado pelo último IPCA como argumento a favor do ciclo de corte de juros.
Conflito no Irã e petróleo
Jeferson Bittencourt (economista-chefe da ASA) destaca a dificuldade de projetar cenários envolvendo atores imprevisíveis, mas ainda espera alívio das tensões.
Parreiras argumenta que a estrutura de incentivos favorece nova tentativa de acordo, já que o Irã busca concessões usando sua influência sobre o Estreito de Hormuz enquanto Trump quer evitar tanto vitória iraniana quanto guerra prolongada.
Com o tempo, ele espera queda do petróleo à medida que o prêmio geopolítico se dissipa e o excesso de oferta fica mais evidente.
Inteligência artificial e inflação
A fase inicial tende a ser inflacionária, dado o investimento pesado em energia, semicondutores, data centers e capacidade computacional, enquanto os efeitos de produtividade de longo prazo poderiam ser deflacionários.
Mariano Steinert (gestor e sócio fundador da Genoa Capital) afirma que os cerca de US$ 2 trilhões em investimento esperado parecem consistentes com a demanda, com risco maior vindo da infraestrutura insuficiente do que do excesso de capacidade.
Ciclo global de juros e big techs
Participantes do painel com Walter Maciel (CEO da AZ Quest Investimentos), Daniel Dupont (gestor do Kapitalo NW3 Plus) e Bruno Marques (gestor multimercado da XP Asset) apontam que a combinação de crescimento acima do potencial, inflação acima da meta e choques simultâneos de oferta e demanda contribui para juros globais mais altos por mais tempo. Eles destacam a mudança no papel das grandes empresas de tecnologia, que passaram de geradoras de caixa a grandes consumidoras de capital com o investimento pesado em infraestrutura de IA.
Bolsa global e ciclo de IA
Alastair Pang (Morgan Stanley)apresenta a visão mais construtiva, argumentando que a IA já gera retorno tangível sobre capital investido e deve ser vista como driver estrutural de produtividade, com benefícios se ampliando para bancos e saúde.
Gina Martin Adams (estrategista-chefe de mercado da HB Wealth) adota postura mais equilibrada, notando que só uma parcela menor das empresas está capturando retornos de fato, com sinais iniciais de pressão sobre o fluxo de caixa livre em alguns casos.
América Latina e fluxos globais
Ana Reynal (Capital Group), Efrain Chavez (INCA Investments) e Seba Ramirez (LarrainVial Asset Management) convergem na leitura de que os fundamentos da América Latina melhoraram, mas essa melhora não se refletiu nos preços dos ativos.
Os fluxos de capital seguem concentrados na temática de IA em outras regiões, deixando a América Latina em posição de trade defensivo. Reynal cita MercadoLibre como ideia de maior convicção, Ramirez prefere Sabesp e utilities selecionadas, e a Argentina aparece como a oportunidade fora do consenso mais clara da região.
Consolidação fiscal do governo brasileiro
Durigan reitera que o governo não pretende adotar controle de capitais no Brasil, após especulação recente do mercado sobre o tema. Ele cita ajuste fiscal estrutural de cerca de 2% do PIB nos últimos anos e afirma que a Lei Orçamentária Anual, prevista para até 31 de agosto, deve projetar superávit primário de 0,5% do PIB. Durigan também descarta banimento das apostas online e defende regulação semelhante à do tabaco.
Regime global pós choques inflacionários
Andressa Castro (BNP Paribas Asset Management) argumenta que a inflação não é estruturalmente alta, mas os juros devem permanecer estruturalmente mais altos, já que trazer a inflação à meta é uma escolha do banco central com custo associado.
Ela cita quatro choques recentes de oferta, pandemia, guerra Rússia Ucrânia, tarifas e guerra do Irã, e aponta que a decisão do Fed sobre subir juros agora ou esperar até 2028 depende fortemente da guerra e de Kevin Warsh.
Cenário eleitoral 2026
Felipe Nunes (Quaest) descreve o modelo de calcificação do eleitorado, com aproximadamente 35% para cada lado em um confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, deixando o resultado nas mãos de independentes que hoje pendem levemente para Lula.
Cila Schulman levanta a hipótese de vitória de Lula no primeiro turno, argumentando que ele é o único nome à esquerda sem fragmentação de voto, enquanto eleitores que deixam Flávio Bolsonaro têm migrado para indecisos, votos brancos e nulos.
Antonio Lavareda contrapõe que Lula já chegou perto do resultado em 2006 e 2022 sem atingir o patamar necessário.
Geopolítica, IA e alocação de portfólio
Bruno Cordeiro afirma que por cerca de 25 anos a geopolítica foi o input menos relevante nas decisões de investimento, cenário que já não existe mais, e espera acordo de paz entre Washington e Teerã em semanas.
Ruy Alves (Kinea Investimentos) descreve a IA como um grande truque de mágica, projetando que até o fim de 2027 o mundo terá nove vezes mais capacidade computacional do que teria sem ela, com o gargalo concentrado em semicondutores. Ele prefere se posicionar no próprio gargalo, citando TSMC e Micron, argumentando que o modelo de IA em si se torna commodity pela facilidade de replicação.






