ONTEM (22 de setembro)
Na ONU, Trump disse que decide entre um acordo e “aniquilar” o Irã. Também disse esperar o fim da guerra depois das midterms de novembro.
Horas depois, Witkoff e Kushner tiveram três horas de reunião com o chanceler iraniano. Trump chamou de muito produtiva e já planeja outra.
Brent caiu 1,1% a US$ 99,25, quinta queda seguida.
Nasdaq subiu 0,5% e renovou o recorde, S&P ficou estável e Dow caiu 0,4%. Financeiras caíram 2% com o agente Muse: Schwab -6% e JPMorgan -3,4%.
Ibovespa subiu 0,4% e o dólar caiu 0,2% a R$ 5,10. A ata do Copom não mexeu preços.
HOJE / MADRUGADA (23 de setembro)
Atlas: Lula 47,7% e Flávio 47,4% no segundo turno, empate técnico. No primeiro turno, 45,8% e 43,4%.
Dólar global na máxima desde julho. A CME vê 53% de chance de nova alta do Fed em outubro.
Brent estável perto de US$ 99.
Diesel na Europa sobe cerca de 4% depois de Trump apoiar a proibição das exportações de diesel dos EUA.
PMI composto da zona do euro sobe a 53,1, maior em mais de três anos.
Xi chega hoje a Washington. O Tesouro dos EUA revela hoje o tamanho da próxima recompra de títulos.
Daqui pra baixo é o flash read completo: tudo que aconteceu de ontem pra hoje, tópico por tópico, com a origem de cada informação. Assunto que já apareceu na edição anterior volta só pelo que mudou. Tudo com ajuda da minha IA favorita, é claro.
RESUMO POR TÓPICO (com as fontes)
Petróleo e Oriente Médio
Trump disse na ONU que tem “uma grande decisão”: um acordo que deixe o Irã se reconstruir ou aniquilar a República Islâmica rapidamente (Bloomberg, NYT)
Ele disse acreditar que o acordo sai depois das midterms de novembro. E que as eleições “nem passam pela cabeça” dele na condução da guerra (Bloomberg, WSJ)
Witkoff e Kushner se reuniram por três horas com o chanceler Araghchi, com mediação do Catar. Trump chamou de muito produtiva e disse que outra reunião está sendo planejada (Bloomberg, NYT)
As condições do Irã para reabrir Ormuz: fim imediato do bloqueio naval, descongelamento de ativos e fim da guerra em todas as frentes, incluindo Líbano e Iêmen (Bloomberg, via IRIB)
Pezeshkian chegou a Nova York e discursa hoje na ONU (Bloomberg)
As companhias aéreas iranianas seguem com voos internacionais hoje, desafiando o prazo americano (Bloomberg)
O oleoduto saudita Leste-Oeste está em fase inicial de religamento. Traders já veem petroleiros chegando a Yanbu, e a meta é retomar exportações ainda esta semana (Bloomberg)
Brent fechou em queda de 1,1% a US$ 99,25, quinta queda seguida (WSJ)
Trump discute um fundo de US$ 10 bilhões com aliados árabes para construir infraestrutura de energia que contorne Ormuz. Ontem a proposta era de US$ 5 bilhões para reconstrução (Financial Times)
O Goldman vê Brent a US$ 85 em dezembro. As exportações do Oriente Médio já estão perto de 80% do volume pré-guerra (Bloomberg)
Diesel
Trump disse apoiar a proibição das exportações de diesel dos EUA (WSJ, NYT, Barron’s)
O gasoil europeu subiu quase 4% com a notícia. Repsol e Neste sobem (WSJ)
O diesel nos EUA está em recorde de US$ 6,53 por galão, segundo a AAA (NYT)
A indústria e parte dos economistas dizem que o banimento não aumenta a oferta interna e pode até elevar preços (WSJ, NYT)
O corte das exportações americanas pode afetar o Brasil, que importa diesel (Valor, via XPInflation News)
A defasagem da Petrobras está em 103% no diesel (R$ 3,38 por litro) e 35% na gasolina (Abicom, via XPInflation News)
Fed, juros e dólar
O índice do dólar do WSJ está na máxima desde julho. Euro, iene e libra caem (WSJ)
A CME vê 53% de chance de nova alta do Fed em outubro (WSJ)
Barkin, do Fed de Richmond, disse que uma alta não basta e que a inflação segue causando problema (WSJ, Barron’s)
O ING ainda espera a próxima alta do Fed e do BCE em dezembro. Se vier antes, é mais provável que seja do Fed (WSJ)
O Tesouro revela hoje o tamanho da próxima recompra de títulos. A anterior, no início do mês, veio abaixo do esperado e derrubou as Treasuries (WSJ)
Howard Marks diz que tentar derrubar os juros comprando títulos sem atacar o déficit é tratar só o sintoma (Bloomberg)
A Pimco reduziu a aposta contra Treasuries longas. Com yields acima de 5%, vê mais valor (Bloomberg)
A OCDE elevou a projeção de inflação do ano que vem e alertou para o peso da alta dos yields nas contas públicas (Bloomberg, Financial Times)
O Goldman vê a inflação desacelerando e os grandes BCs cortando juros no fim de 2027 (Bloomberg)
Mercados e IA
Nasdaq subiu 0,5% e renovou o recorde. S&P ficou estável e Dow caiu 0,4% (WSJ)
Os chips seguiram subindo: o índice de semicondutores ganhou 2%, sexta alta seguida. Sandisk subiu quase 7%, Micron e Seagate perto de 5% (WSJ)
A mesma Muse virou ameaça para as financeiras, com o medo de agentes automatizando decisões de dinheiro. O setor caiu 2%: Schwab e LPL mais de 6%, JPMorgan 3,4% (WSJ)
Booking caiu 2,6%, Allstate cerca de 6% e Planet Fitness 9,5% (Bloomberg)
Traders do Goldman dizem que os agentes atacam a inércia do consumidor. Pressionam quem vive de contas recorrentes e preço negociável (Bloomberg)
O PayPal fechou parceria com a Muse (Barron’s)
Metade da alta do Nasdaq ontem veio de quatro fabricantes de chips. Na segunda, o S&P subiu mais de 1% perto da máxima com mais ações em mínimas do que em máximas, o que só tinha acontecido em 1929 e 1999 (Bloomberg/Authers, via SentimenTrader)
A China abriu investigação sobre DeepSeek e Moonshot depois de a Anthropic acusar as duas de usar os modelos Claude (Bloomberg, via The Information)
O SoftBank oferece 9,875% no título de 7,5 anos, yield recorde para dívida em dólar da empresa (Bloomberg)
A Apollo limitou resgates em um fundo de crédito privado pelo terceiro trimestre seguido (Bloomberg)
Trump rejeitou um acordo internacional para limitar a IA e chamou a ideia de esquema globalista (Bloomberg)
EUA, China e política americana
Xi chega hoje em visita de Estado. A cúpula é amanhã, com expectativa baixa de avanços e sem delegação de CEOs chineses (Bloomberg, WSJ)
EUA e China criaram um canal de diálogo sobre IA antes da cúpula (Financial Times)
A Coreia do Sul escolheu uma usina a gás de US$ 22,3 bilhões no Texas como primeiro projeto do acordo de US$ 350 bilhões com os EUA (Financial Times, Bloomberg)
Senadores republicanos romperam em público com Trump sobre a guerra do Irã e o preço dos combustíveis (Bloomberg)
NYT/Siena: democratas 51% e republicanos 43% na intenção de voto para o Congresso. A aprovação de Trump na guerra do Irã é de 31% (NYT)
Europa
O PMI composto da zona do euro subiu de 52,0 para 53,1, acima dos 51,7 esperados e maior em mais de três anos. Na Alemanha, 53,8 (XP Política, Bloomberg)
No Reino Unido, o composto caiu de 52,5 para 51,7 (XP Política)
O spread do título francês de 10 anos sobre o alemão chegou a um ponto percentual (WSJ)
Brasil: mercado e macro
Ibovespa subiu 0,4%, dólar caiu 0,2% a R$ 5,10 e o juro longo fechou até 7 bps (XP Macro Strategy)
A ata do Copom e o discurso de Lula na ONU não mexeram preços (XP Macro Strategy)
A leitura da ata: o BC vê a inflação caindo, alerta para riscos e deixa a porta aberta para mais cortes (O Globo, via XPInflation News)
A SPE cortou a projeção do PIB 2026 de 2,3% para 2,0% e a do IPCA de 5,1% para 4,9% (XP Macro Strategy)
IPCA-15 de setembro sai sexta. A XP espera 0,58% no mês e 4,35% em 12 meses, acima do consenso Bloomberg de 0,55%. O motor é a reversão do bônus de Itaipu (XP Macro)
A XP vê a média dos núcleos em 0,29%, com o ritmo anualizado de três meses subindo de 3,9% para 4,1%, ainda abaixo do teto (XP Macro)
A maior incerteza são as passagens aéreas: as projeções vão de queda de 6% a alta de 20% (XP Macro)
A inflação implícita da B27 caiu 4 bps a 7,00%. A de 2026 ficou estável em 5,42% (XP Macro)
Brasil: política e eleição
Atlas: Lula 47,7% e Flávio 47,4% no segundo turno, empate técnico com margem de 1 ponto. Na semana anterior, Flávio estava numericamente à frente (XP Macro Strategy, News XPress)
No primeiro turno da Atlas, Lula 45,8% e Flávio 43,4% (XP Macro Strategy)
Na ONU, Lula criticou a ingerência externa em eleições sem citar os EUA e disse que o Brasil não é quintal de ninguém (Folha, Bloomberg)
Trump disse na ONU que os EUA não vão mais permitir ameaças em nenhuma parte do Hemisfério Ocidental (Folha)
A campanha de Flávio acionou o TSE para barrar o uso de imagens do discurso da ONU na propaganda de Lula (CNN, via News XPress)
O PT vai testar em pesquisas internas a narrativa da ONU. Aliados avaliam que soberania e minerais críticos estão longe do eleitor (CNN, via News XPress)
Lula prepara novas bondades: o fim das bets e um programa para reduzir o endividamento das famílias (Estadão)
Lula fará um novo aceno ao PIB em encontro com empresários na sexta, em São Paulo (Poder, O Globo)
A campanha de Lula vê como difícil conter o apoio do Centrão a Flávio no segundo turno. Aposta em dissidências nos estados e nos grupos de Motta e Alcolumbre (O Globo)
Tarcísio diz estar pronto para entrar com bastante potência na campanha de Flávio no segundo turno. Grava hoje com o candidato (Estadão)
A tendência é Augusto Cury ficar neutro no segundo turno (O Globo)
Mensagens do celular de Vorcaro mostram seu então advogado relatando conversas com Lula e citando um uísque entregue ao presidente (O Globo)
AGENDA DA SEMANA
Hoje: PMIs de setembro nos EUA às 10h45. O Tesouro revela o tamanho da próxima recompra, depois da decepção do início do mês. Pezeshkian discursa na ONU.
Quinta: cúpula Trump e Xi, com tarifas, IA, Irã e Taiwan na pauta. Relatório Bimestral de Receitas e Despesas. Datafolha, Real Time, PoderData, Futura e Palver.
Sexta: IPCA-15 de setembro, com a XP esperando 0,58%. Lula encontra empresários em São Paulo.
Semana que vem: Quaest e Nexus na segunda, Atlas na terça. Debate da Globo em 1º de outubro.
No radar: primeiro turno em 4 de outubro. Faltam 11 dias.


