Um olho nas eleições, outro na guerra
Agenda fraca vai concentrar atenções para provável acordo entre EUA e Irã, além dos desdobramentos eleitorais.
Recado rapido:
Evento com analista político Mauricio Moura, fundador do instituto Ideia
Evento presencial, não será gravado
Vagas Limitadas.
Agenda da semana (25 a 29 de maio)
No Brasil, o foco estará na prévia da inflação oficial, nos números fiscais e no PIB do primeiro trimestre. O comportamento da inflação de serviços e das expectativas de longo prazo seguirá no radar do Banco Central, enquanto a atividade econômica ainda deve mostrar resiliência, apesar dos sinais recentes de desaceleração. Já nos Estados Unidos, os investidores acompanharão a nova leitura do PIB do primeiro trimestre e o índice de preços PCE, principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve.
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
Após seis semanas consecutivas de queda, o Ibovespa deu sinais de estabilização e encerrou a última semana com perdas mais moderadas do que as observadas recentemente. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento pode indicar o início de uma recuperação do mercado. “O Ibovespa muda um pouco o comportamento dos últimos dias, quando tivemos uma pressão vendedora muito grande, e fecha a semana perto da estabilidade”, afirma.
Segundo Borges, o longo período de correção aumenta as chances de uma reação dos ativos. “Depois de seis ou sete semanas de queda, a probabilidade de, no mínimo, uma correção desse movimento é maior”, diz. O analista destaca que algumas ações, especialmente do setor bancário, já demonstram ter encontrado níveis relevantes de suporte. Na sua avaliação, um rompimento da região dos 178.800 pontos pode abrir espaço para uma alta em direção à faixa entre 184 mil e 188 mil pontos. Por outro lado, a perda dos 173.500 pontos poderia levar o índice até 165.500 pontos, cenário que ele considera menos provável.
Nubank [ROXO34]
Entre os destaques da semana, as ações do Nubank apresentaram recuperação após encontrarem suporte em uma região técnica relevante do gráfico semanal. O papel encerrou o período em alta e demonstrou força compradora ao longo dos últimos pregões. “A correção está acontecendo com mais dificuldade, o que sinaliza que o ativo pode voltar a subir nos próximos dias”, avalia Borges. Para ele, o rompimento da faixa de R$ 11,15 pode abrir espaço para uma valorização entre R$ 11,80 e R$ 13,10.
Petrobras [PETR4]
Já Petrobras segue em um movimento lateral iniciado em março, mas com sinais de enfraquecimento da demanda compradora. De acordo com o analista, há uma importante região de suporte entre R$ 43,50 e R$ 43,80, onde se concentra grande volume de liquidez. “Vejo uma maior probabilidade de a Petrobras continuar seu movimento corretivo e fechar gap já no início da próxima semana”, afirma. Caso o suporte seja perdido, Borges projeta espaço para o fechamento de um gap na região de R$ 40,27.
Microsoft [MSFT]
No mercado internacional, a Microsoft continua com uma estrutura técnica considerada positiva. Após uma forte alta nas semanas anteriores, a ação passou a oscilar lateralmente, mas próxima das máximas recentes. Para Borges, esse comportamento reforça a tendência de continuidade do movimento de valorização. “Quando a Microsoft entrega um movimento de alta, geralmente ele continua e perdura por algumas semanas”, destaca. Segundo o analista, o rompimento dos US$ 433 pode impulsionar o papel para uma faixa entre US$ 465 e US$ 500 nas próximas semanas.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
IFIX em queda; HGBS11 e HGRU11 movimentam semana - XP
Este relatório analisa o desempenho do mercado de fundos imobiliários diante de um cenário macroeconômico de elevada aversão ao risco, inflação pressionada e abertura da curva de juros, o que levou o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) a registrar uma queda de 0,76% na semana. A publicação detalha as correções nos segmentos de papel e de tijolo, destacando o comportamento defensivo do setor logístico e importantes movimentações corporativas, como as vendas de ativos rentáveis e acima dos laudos de avaliação realizadas pelos fundos HGRU11 e HGBS11.
Confira o relatório completo
Educação: Resumo dos Resultados do 1T26 - BTG Pactual
A análise do BTG Pactual apresenta um balanço consolidado e desigual do setor educacional no primeiro trimestre de 2026, período marcado por ser o primeiro ciclo completo de captação sob o novo marco regulatório. O relatório evidencia receitas resilientes impulsionadas por reajustes de tickets e melhoria de mix em cursos presenciais e híbridos, os quais compensaram o forte arrefecimento nos volumes de alunos do ensino digital (EAD). Adicionalmente, destaca-se a pressão generalizada nos custos operacionais e regulatórios sobre as margens das companhias, ao mesmo tempo em que o setor demonstra uma forte e sólida geração de fluxo de caixa ao acionista.
GPS (GGPS3): O ‘Sistema S’ e por que ele importa - BTG Pactual
Este documento serve como um guia preparatório para os investidores da GPS antes do julgamento da corte especial do STJ sobre a disputa tributária envolvendo o "Sistema S". O relatório do BTG Pactual esclarece os mecanismos regulatórios e os dois processos jurídicos em pauta, projetando os impactos financeiros e operacionais para a companhia de logística e terceirização de serviços. O banco mantém um viés levemente positivo para o caso, ressaltando que uma resolução favorável permitiria a reversão de uma provisão expressiva de R$ 755 milhões (17% da receita líquida do 1T) e eliminaria ruídos que afetam a qualidade do lucro líquido futuro da empresa.
Localiza & Co (RENT3): Atualização após o 1T26 - BTG Pactual
Esta atualização de modelo analisa o forte desempenho da Localiza no primeiro trimestre, cujo lucro líquido superou as estimativas do BTG Pactual em 10%, impulsionado por reajustes tarifários eficientes e tendências consistentes na renovação da frota. O relatório discute a atual divergência entre os fatores macroeconômicos (adiamento no corte de juros) e os fatores microeconômicos (excelente execução operacional e normalização do mercado de seminovos), explicando a volatilidade recente das ações. Por fim, a análise reitera a recomendação de compra para o papel, projetando resiliência e geração de valor mesmo diante de desafios estruturais do setor e do avanço das montadoras chinesas no Brasil.
MÍDIAS DA SEMANA
Divulgação do nosso Estratégia Nomos de Maio.🔗 Leia o relatório completo
MEMOLOGY
A fase da lua influencia no mercado. Esse dado é insano.



























