Xi Jinping se prepara para enfrentar Trump.
Confira o relatório de recomendações das principais casas e o panorama dá próxima semana
A próxima semana será dominada pelas expectativas em torno do encontro entre Trump e Xi Jinping, durante a cúpula da Apec, na Coreia do Sul, entre 27 de outubro e 1º de novembro.
A reunião ocorre após a China anunciar restrições às exportações de terras raras e tecnologias relacionadas, ampliando o controle sobre o uso desses elementos.
Enquanto isso, o Partido Comunista Chinês realiza a Quarta Sessão Plenária, que servirá de base para o 15º Plano Quinquenal (2026–2030). O foco deve permanecer no avanço tecnológico e no fortalecimento da indústria de energia verde, apesar da desaceleração econômica provocada pela crise imobiliária.
Os dados de PIB Chinês, produção industrial e vendas no varejo do terceiro trimestre, que serão divulgados ainda hoje, devem confirmar a perda de fôlego da economia chinesa.
Nos Estados Unidos, a atenção estará nos números de inflação ao consumidor e nos PMIs preliminares de outubro, ambos na sexta-feira, cruciais para medir a força da atividade em meio à paralisação parcial do governo.
No Brasil, a agenda é mais leve, com destaque para o IPCA-15 de outubro e os primeiros balanços do terceiro trimestre, incluindo Weg, Romi e Usiminas.
De olho nos gráficos: dicas de trade
Weg [WEGE3]
As ações da Weg seguem em trajetória positiva e podem figurar entre as melhores oportunidades da reta final de 2025, segundo Filipe Borges,analista técnico da NMS Research. A operação iniciada a R$ 37,44 acumula alta de cerca de 8%, com proteção no preço de entrada e alvo preliminar em R$ 50,25. “Projetamos um potencial de valorização de até 34%, podendo chegar a R$ 55 ou R$ 57 no cenário mais otimista”, disse Borges. Ele ressaltou o forte interesse institucional pelo papel. “É uma ação presente em diversas carteiras de fundos, e o rompimento recente de uma zona de acumulação reforça a tendência de alta. O movimento atual é até mais intenso do que o anterior, o que amplia as chances de avanço nas próximas semanas”, avaliou o analista.
Banco do Brasil [BBAS3]
O Banco do Brasil segue em tendência de baixa tanto no gráfico diário quanto no semanal. Para ele, enquanto o papel permanecer abaixo de R$ 22,75, o cenário é negativo. “Vejo probabilidade maior de continuidade do movimento de queda, com alvo na região dos R$ 18”, afirmou. Borges observou que a expectativa em torno do próximo balanço da instituição também influencia o comportamento da ação. “A crise no setor de água e saneamento impacta diretamente o banco, o que reforça a cautela com o papel neste momento”, disse.
Hashdex Nasdaq Crypto Index [HASH11]
O Hashdex Nasdaq Crypto Index recuou cerca de 16% e atingiu o menor nível desde julho, refletindo a correção recente das principais criptomoedas. Apesar da queda, o analista da NMS Research avalia o momento como oportunidade para investidores com visão de médio a longo prazo. “Estamos em uma região de suporte importante, após o fechamento de gap e a queda de Ethereum e Bitcoin. Para quem pensa em seis meses a um ano, é um bom ponto de entrada”, afirmou. Ele relembrou que, ao romper a resistência dos 78 a 79 pontos, o ativo chegou a subir 20%. “Considero essa faixa uma zona de defesa. Quem quiser montar posição pode dividir os aportes ao longo de três semanas, buscando retornos entre 100% e 150%”, recomendou Borges.
Relatórios da semana
BTG Pactual
WEG [WEGE3]
O BTG destacou que os resultados da ABB, concorrente global da WEG, vieram acima do consenso, sustentados pela forte demanda por automação e infraestrutura elétrica. A casa segue confiante na WEG, avaliando que a empresa mantém fundamentos sólidos e boa execução no longo prazo, apesar do desempenho inferior no curto prazo, que já estaria parcialmente precificado.
Marcopolo [POMO4]
O BTG avalia que o terceiro trimestre deve confirmar o bom momento operacional da Marcopolo, com produção forte e melhora do mix de veículos. Dados da FABUS mostraram alta de 30% na produção de ônibus da companhia em relação ao mesmo período de 2024, reforçando a expansão da receita e o ganho de participação no mercado interno. A expectativa é de que o crescimento se mantenha no quarto trimestre, sustentado por demanda aquecida no transporte urbano e rodoviário.
XP Investimentos
Papel e Celulose
A XP observa ventos favoráveis de curto prazo para os preços da celulose, que seguiram em alta em setembro. Os preços líquidos da fibra BHKP negociada na China chegaram a US$ 510–530 por tonelada, refletindo parte dos reajustes anunciados por grandes produtoras. O cenário é positivo para Suzano e Klabin, com demanda firme e estoques controlados.
Pesquisa com Assessores XP
Levantamento feito pela XP mostra aumento da intenção de alocação em ações: 32% dos assessores planejam ampliar a exposição à Bolsa, alta de 9 pontos percentuais frente a setembro. Apesar disso, a renda fixa segue como principal classe de investimento, embora em queda de interesse. O risco fiscal continua como principal preocupação dos investidores.
Setor de Tecnologia
A XP espera um trimestre positivo para TOTVS e Locaweb, com avanço de receita e margens mais fortes, enquanto Intelbras e Positivo devem ter resultados pressionados. O banco vê TOTVS como destaque, com crescimento de dois dígitos e ganhos operacionais sustentados por alavancagem.





