A debandada de estrangeiros da bolsa local
E mais. Carteiras sugeridas para agosto.
Panorama da Semana
Estados Unidos
Semana foi de dados de inflação de julho, e o resultado foi sem o impacto esperado. CPI subiu só 0,1% no mês, núcleo em linha em 0,2%. PPI ainda mais manso, headline zerado e núcleo em 0,2%. Só que quando o JPMorgan utiliza esses números (CPI e PPI) para estimar o PCE núcleo (que é o que importa para o FED), a conta muda um pouco. O banco aponta 0,3% no mês de julho, o que levaria o anual de 3,3% para 3,4%.
Licença para um tecnicismo necessário
Boa parte dessa força vem de uma distorção. O componente no PPI de ‘gestão de patrimônio’, taxa cobrada pelos bancos, saltou 6,5% no mês e sozinha respondeu por 13bp da estimativa do núcleo do PCE. A aberração aconteçe pela valorização de ativos e não mede essencialmente inflação, o que não faz muito sentido econômico.
O varejo decepcionou, caiu 0,6% em julho, em parte por menor gasto em combustível e pela Amazon ter puxado a promoção de julho para junho. Ou seja, é passageiro e mantém a
Semana que vem, o destaque é a ata do FOMC de julho na quarta, reunião com três dissidências pedindo juros mais altos. O texto deve mostrar quanta paciência o resto do Comitê ainda tem com inflação acima da meta. Saem também produção industrial, Empire State e Philly Fed de agosto, e indicadores de habitação. Warsh fala em Jackson Hole no fim de semana seguinte, dois dias depois do PCE de julho sair, mas não esperamos dele grande esclarecimento sobre as nuances da métrica.
Viés: Fed dividido, sem espaço para corte em setembro, mas com trajetória de emprego que pode reabrir a porta até o fim do ano.
Brasil
Nos primeiros sete pregões de agosto, encerrados no dia 11, os investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões do mercado acionário brasileiro. É o segundo mês com maior saída de recursos estrangeiros da B3 em 2026, atrás apenas de maio, que registrou retirada de R$ 14,91 bilhões. Analistas apontam dois fatores por trás da debandada: no cenário externo, a corrida por inteligência artificial puxa fluxo para os EUA. No cenário doméstico, rebaixamento do JP Morgan com o peso da proximidade das eleições de outubro.
A corrida eleitoral de 2026 começa oficialmente neste fim de semana, prazo para registro de candidatura no TSE no sábado, início da propaganda no domingo. Lula lidera as simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro por 5 a 6 pontos, com o bloco de direita ainda dividido. Claramente será disputa apertada, decidida na reta final.
Fiscal segue como a dor de cabeça principal para quem vencer. Carga tributária já voltou ao pico histórico, perto de 23% do PIB, mas o superávit primário está longe do nível que estabiliza a dívida, pelo menos 2,0% do PIB positivo. O peso dos juros já come cerca de 9% do PIB em 12 meses até junho, nível parecido com 2016 e 1999.
No lado monetário, a ata do Copom da semana passada reforçou dependência de dados para a próxima reunião, com leitura mais construtiva sobre desinflação apesar da piora nas expectativas. Ainda trabalhamos com corte final de 25bp em setembro, Selic em 13,75%, mesmo nível de quatro anos atrás, seguido de pausa até o próximo governo sinalizar algo sobre a trajetória fiscal.
Dados da semana vieram um pouco mais firmes que o esperado, mas ainda dentro do que sustenta o corte de setembro. IPCA cheio de julho veio uma décima acima do consenso, puxado por serviços, mas a média dos núcleos do BCB voltou para dentro da meta, desacelerando do pico acima de 5% (3m/3m saar) na virada do primeiro para o segundo trimestre. Atividade perde fôlego: PIB caindo de 4,5% no primeiro trimestre para perto de 2% no segundo, em linha com o esperado.
Semana que vem saem o IGP-10 de agosto na segunda e o indicador de atividade econômica de junho. Agosto deve vir com inflação cheia beneficiada pelo desconto elétrico do repasse de Itaipu, efeito que se reverte em setembro. Daí em diante o risco muda de lado, com pressão de alimentos ligada ao El Niño aparecendo nos próximos meses e deixando marca mais duradoura na inflação de tendência do que normalmente se espera de um choque temporário.
Viés: Selic parada em 13,75% depois de setembro, crescimento fraco perto de 1% no trimestre com alguma resiliência no fim do ano via medidas quase fiscais, e mercado de olho crescente nas propostas fiscais dos candidatos conforme a campanha avança.
Calendário da Semana
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
📺 Conteúdos da Semana - Sem Enrolação!
BBSE3 VAI SUBIR? JUROS DOS EUA PODEM MUDAR TUDO!
https://youtube.com/shorts/Qclo4WpOJnU
🎯 META EM MENOS DE 8 SEGUNDOS!
https://youtube.com/shorts/mQ0cTLD6wYI
LAVV3 DESPENCOU 37%! A QUEDA FOI EXAGERADA?
https://youtube.com/shorts/b_X5fFMjXhQ
UMA DAS MAIORES DO MUNDO ACABOU DE DAR UM SINAL
https://youtube.com/shorts/2WAthubJsBU
VOCÊ CONHECE ESSE ETF ?
https://youtube.com/shorts/OyyuXsVq34E
NEM COM OPA ESSA AÇÃO REAGE!
https://youtube.com/shorts/3bmp5K0aaik
Perdeu? NÃO tente se vingar do mercado!
https://youtube.com/shorts/39paJM-BsG8
IBOV: O TOURO AINDA TEM FORÇA?
https://youtube.com/shorts/pkf4qZ_73oU
Banco Inter Vai Subir? O Sinal que Pode Confirmar a Compra
https://youtube.com/shorts/kwan7p7zvRM
A Bolsa Brasileira Está Ficando Para Trás?
https://youtube.com/shorts/np3oxFbUNY0
Quebra de Estrutura Pode Liberar uma Grande Venda
https://youtube.com/shorts/nQPmEjY_RDo
IBOV Ainda Pode Cair Mais ? Possível Alvo nos 150 Mil
https://youtube.com/shorts/PI_Jn6uz3ZA
BTG Bate Recorde ! Acompanhe o Próximo Ponto de Compra
https://youtube.com/shorts/g0_XcMoobk0
Aprenda a Usar a Linha d’Água no Trading
https://youtube.com/shorts/8kTTKiD0nog
10 Operações, 1 Stop e +10%: Conheça o Follow Trade
https://youtube.com/shorts/C5vw9Ue4hEM
Conteúdos que prestam
I spent three weeks touring Brazil with two American friends. Here are the highlights of the trip and an analysis of what has changed in the markets. Free content for you.
Carteiras sugeridas para agosto
Este post está sendo atualizado à medida que novas carteiras forem divulgadas. Última atualização 12h00 - 06/08

















