Alívio na inflação. Até quando?
Caged, indústria, payroll e petróleo alíviaram os juros na semana.
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Panorama da Semana
A semana que passou trouxe alívio aos bancos centrais. Nos Estados Unidos, a fraqueza do mercado de trabalho reduziu as apostas em nova alta de juros. Na Zona do Euro, a inflação ao consumidor recuou, mas o Banco Central Europeu deve manter a postura conservadora. Por aqui, o Caged decepcionou, sem abalar a leitura de mercado de trabalho aquecido, enquanto a produção industrial de maio também decepcionou, ainda com crescimento relevante no acumulado do ano. O petróleo voltou aos patamares pré-conflito no Oriente Médio, mais um motivo para menos juros.
Mas os próximos dias prometem ser mais decisivos. Nos Estados Unidos, a ata do FOMC trará pistas melhores sobre o ritmo de cortes de juros, justamente quando os dados de emprego já mudam a leitura sobre o Federal Reserve.
E, por aqui, porém, que a semana concentra a maior atenção. O IPCA de junho é o principal termômetro da economia brasileira, com expectativa de desaceleração puxada pelo arrefecimento nos preços de alimentos. O número deve calibrar as apostas sobre os próximos passos do Banco Central. Fecha o quadro o IGP-DI de junho, que a FGV deve divulgar em deflação, reflexo da queda nos preços de petróleo e derivados, movimento que dialoga diretamente com o fim da subvenção ao diesel anunciado na semana anterior.
Calendário da Semana
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Panorama do Ibovespa (IBOV)
O Ibovespa registrou um fechamento semanal importante, negociando praticamente nas máximas dos últimos cinco pregões. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento abre uma excelente oportunidade de compra caso o índice supere os 174.710 pontos. “A partir desse rompimento, vejo espaço para o mercado subir com alvo entre 184.000 e 188.600 pontos”, projetou. O ponto de atenção, segundo o analista, fica na perda dos 167.250 pontos.
Bitcoin (BTC)
O Bitcoin segue em tendência de baixa e ensaia um repique de curto prazo. Borges enxerga nesse movimento uma oportunidade na ponta vendedora. “Vejo uma região vendedora muito boa entre US$ 63 mil e US$ 65.500, uma vez que o ativo faz fundos nivelados na região dos US$ 57.600”, explicou. O stop da operação fica acima dos US$ 67.600. Enquanto o Bitcoin permanecer abaixo desse nível, o analista mantém viés baixista e projeta retorno às mínimas dos US$ 57.650 e, nos próximos um ou dois meses, queda abaixo dos US$ 50 mil.
Aura Minerals (AURA33)
A Aura Minerals voltou ao radar de Borges com uma oportunidade de compra. O ativo capturou liquidez abaixo dos R$ 100,00 e já retoma movimento ascendente, o que levou o analista a abrir posição no Follow Trade, seu serviço de copy de swing trade. “Vejo compra de Aura Minerals com primeiro alvo na região dos R$ 120,00 e depois nos R$ 130,00, que é o alvo final dessa operação”, afirmou. O ponto de atenção fica na perda dos R$ 100,00.
Caixa Seguridade (CXSE3)
A Caixa Seguridade se destaca dentro do fluxo comprador que beneficia o setor nas últimas semanas, figurando entre as ações com melhor entrega de alta no período. Borges ainda vê espaço para valorização e projeta alvo entre R$ 22,82 e R$ 22,85, com stop abaixo dos R$ 18,45. O analista, no entanto, faz uma ressalva importante para quem ainda está de fora do papel. “Não é recomendado comprar agora porque o stop está acima de 10% — aguarde um ponto de entrada melhor para que a gente tenha um risco-retorno favorável”, orientou Borges.
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