Caged, Jolts e Payroll darão mais fôlego para inflação
IA nos EUA e estimulo eleitoral aqui são combustível para preços altos
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Panorama da Semana
Nos EUA, quase metade dos dirigentes já cogita subir juros em 2026, virada impensável em março, deixando o mercado refém de sinais vindos do dados da próxima semana. A maioria dos votantes ainda fala para manutenção, enquanto outros cobram alta de juros, criando um comitê dividido.
A trégua no Golfo Pérsico trouxe alívio. O petróleo recuou rápido, mas a gasolina não acompanhou o ritmo, e esse descompasso atrasa o respiro que consumidores americanos esperavam na inflação ao consumidor.
Semana curta nos EUA, com mercados fechados na sexta pelo feriado de 4 de julho. Destaque para o relatório de emprego de junho na quinta, com projeção de 125 mil vagas e desemprego estável em 4,3%, dado que pode definir o rumo do debate sobre alta de juros antes de setembro. Antes disso, JOLTS e confiança do consumidor na terça, seguidos por ISM industrial e gastos com construção na quarta, quando Warsh fala em Sintra com baixa expectativa de sinalização relevante.
No Brasil, o Copom entregou comunicação confusa. A ata e o relatório trimestral confirmam o ciclo de calibragem, mantendo a porta aberta para mais um corte de 25 pontos, mas o próprio banco central reconhece que dados podem interromper essa trajetória a qualquer momento. A revisão para cima do crescimento, somada à inflação correndo acima da meta, comprime o espaço de manobra da autoridade monetária justamente quando a proximidade eleitoral começa a pesar nas contas públicas.
O IPCA-15 trouxe alívio enganoso. Boa parte da surpresa positiva veio do seguro veicular, componente volátil, enquanto bens industriais continuam pressionando o núcleo da inflação. O mercado de trabalho aperta devagar, sustentando serviços em nível desconfortável para quem busca convergência rápida à meta.
No Brasil, crédito, CAGED e produção industrial revelam se a desaceleração resiste à pressão fiscal que cresce conforme as eleições de outubro se aproximam.
Calendário da Semana
Rentabilidade das principais classes
Fluxo de capital estrangeiro B3
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa teve uma boa semana, fechando próximo às máximas, na região dos 174 mil pontos — patamar que já havia atuado como resistência em outras ocasiões. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o suporte está agora bem consolidado na região dos 166.800 pontos, e o mercado segue de lado desde o início de junho. "Precisamos esperar o rompimento desses pontos para novas posições", afirmou. O analista revela que já encerrou operações compradas abertas durante essa lateralização e prefere aguardar novas oportunidades com mais qualidade técnica antes de voltar a operar. Para Borges, o rompimento dos 174.700 pontos é o gatilho a ser observado. "Esse rompimento abre espaço para altas até a região dos 181 mil a 183 mil pontos", projetou.
Bitcoin
O Bitcoin mantém a tendência de baixa e, na leitura de Borges, ainda há espaço para novas quedas nas próximas semanas. "A perda dos US$ 58 mil abre espaço para quedas entre US$ 51 mil e US$ 49.500", alertou o analista. Ele já projeta, no entanto, onde pode estar a melhor oportunidade de entrada no ciclo atual. "Entre US$ 49 mil e US$ 38 mil, vejo a melhor região para começar a montar posição no Bitcoin visando o médio e longo prazo", disse Borges.
Eneva [ENEV3]
A Eneva chama atenção pela movimentação de alta que vem se formando no gráfico. Segundo Borges, o ativo desenha um pivô de alta, com confirmação no rompimento dos R$ 28,20. “O alvo está entre R$ 34,00 e R$ 36,30, o que representa um upside entre 24% e 36% na operação”, afirmou o analista, que estabelece o stop da operação abaixo dos R$ 23,40.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Bemobi [BMOB3] - XP Research
A XP Research reiterou a recomendação de COMPRA para a Bemobi (BMOB3) com preço-alvo de R$ 31,00 (potencial de alta de 35%), fundamentada na expansão de sua plataforma de pagamentos e no pioneirismo estratégico ao integrar Inteligência Artificial no centro do seu modelo de negócios. Enquanto o mercado foca em produtividade corporativa de curto prazo, a Bemobi se destaca por desenhar uma estratégia de longo prazo voltada para a melhoria na qualidade de decisões e evolução de barreiras competitivas (moats).
WEG [WEGE3] - XP Research
A casa enxerga os Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) como uma rota sólida de crescimento para a WEG (WEGE3), embora alerte que a forte expansão da capacidade produtiva na China deve intensificar a concorrência global e pressionar as margens de lucro desse segmento. As conclusões derivam de um mapeamento setorial realizado durante viagem recente à Ásia.
Construtoras - Safra
O monitor mensal do Banco Safra aponta resiliência no mercado de crédito habitacional focado na baixa renda (FGTS) e um desempenho recorde no segmento de média e alta renda (SBPE) em abril e maio, a despeito do patamar ainda elevado de endividamento das famílias. O relatório destaca o impacto regulatório positivo das novas regras do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e sinaliza a possibilidade de novos cortes de juros subsidiados no curto prazo.
Setor Externo Brasileiro - BTG Pactual
O BTG Pactual avalia que o financiamento externo do Brasil permanece confortável e que o país detém uma vantagem relativa frente a outros mercados emergentes, atraindo capital estrangeiro para a renda fixa, puxado por um forte superávit comercial que continua desacelerando o déficit em conta corrente. Apesar do cenário de captação favorável, o banco adverte que as perspectivas para a moeda brasileira tornaram-se menos benignas diante de pressões contínuas no setor de serviços.
Conteúdos que prestam
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Nomos e Vault Capital firmam parceria para trazer gestão ativa de criptoativos ao investidor
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Super El Niño vai secar seus lucros
A possibilidade de ocorrência de um episódio de El Niño de forte intensidade a partir do segundo semestre de 2026 deixou de ser apenas uma preocupação meteorológica e passou a integrar oficialmente o conjunto de riscos monitorados por analistas de mercado e pelo Banco Central.
MEMOLOGY
RIP Greenspan
Final dos anos 1990, Wall Street tentava prever a direção dos juros pelo tamanho da pasta de Alan Greenspan. Pasta maior sinalizava mudança. Ele precisaria mais documentos para justificar. Perguntado se o “Indicador da Pasta” tinha fundamento, Greenspan respondeu: “Nenhum, o volume dependia só de minha mulher ter preparado meu lanche naquele dia.”
A Wendy’s tentou emplacar uma campanha de short squeeze na própria ação com a campanha “Save Wendy’s”, disparando em tudo que é tipo de rede.
Mal sabiam que o algoritmo das plataformas está vacinado com isso e identifica pump and dump rapido.
Saudade GameStop.











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