EUA e Irã Seguem Ataques, mas Trump Sugere Negociação
E mais relatórios, sugestão de leituras e memes
“O Irã quer fazer um acordo, e eu não quero fazer porque os termos ainda não são bons o suficiente”, disse Trump, acrescentando teria de incluir um compromisso de Teerã de abandonar suas ambições nucleares
Trump também pediu que outros países enviassem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, pelo qual passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo, mas não ofereceu detalhes nem compromissos do lado americano. Ele disse esperar que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido participem.
🌍 GUERRA NO ORIENTE MÉDIO — Resumo do fim de semana
▪️ Conflito pode durar mais 4 a 6 semanas
Segundo avaliação do Pentágono, divulgada pelo assessor econômico da Casa Branca Kevin Hassett, a guerra entre EUA/Israel e Irã pode se estender por quatro a seis semanas. Autoridades americanas afirmam que as operações estão “adiantadas” e estimam que os ataques já custaram cerca de US$ 12 bilhões.
▪️ Israel amplia ofensiva contra infraestrutura do Irã
As Forças de Defesa de Israel ampliaram o escopo dos ataques dentro do território iraniano, mirando infraestruturas estratégicas e centros de comando do regime, incluindo instalações ligadas à Guarda Revolucionária.
▪️ Ataques atingem aeroporto de Bagdá
Foguetes e drones atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdá e áreas próximas, deixando cinco feridos, entre funcionários de segurança e um engenheiro. O ataque é atribuído a milícias apoiadas pelo Irã.
▪️ Tensão se espalha pelo Golfo
Países da região relataram novos ataques após o Irã pedir evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, acusando os EUA de utilizarem instalações locais para lançar ofensivas contra alvos iranianos.
▪️ Estreito de Ormuz segue aberto — com exceção para EUA e Israel
O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto para a maioria dos países, mas navios dos EUA e de Israel não poderão transitar. Pela rota passa cerca de 20% da produção global de petróleo.
▪️ Aliados avaliam pedido dos EUA para proteger a rota do petróleo
O presidente Donald Trump pediu que países como Reino Unido, França, Japão e Coreia do Sul enviem navios de guerra para proteger o estreito, mas a reação internacional tem sido cautelosa.
▪️ Trump diz não estar pronto para acordo com o Irã
O presidente dos EUA afirmou que ainda não está pronto para fechar um acordo de paz, reforçando a estratégia de pressão militar enquanto tenta mobilizar aliados para proteger rotas energéticas.
▪️ Irã pede que países evitem escalar o conflito
O chanceler iraniano pediu à França e a outros países que se abstenham de ações que possam ampliar a guerra, especialmente no contexto da militarização do Estreito de Ormuz.
▪️ IEA anuncia liberação recorde de reservas de petróleo
A Agência Internacional de Energia confirmou a liberação de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior ação coordenada da história, para reduzir os impactos da guerra no mercado energético global.
▪️ Impasse político trava exportações de petróleo do Iraque
Autoridades curdas recusaram permitir que Bagdá utilize um oleoduto alternativo para exportação, dificultando a retomada do fluxo de petróleo interrompido pelo conflito regional.
▪️ Pressão política nos EUA por continuidade da ofensiva
O ex-vice-presidente Mike Pence defendeu que os EUA continuem atacando a infraestrutura iraniana, afirmando que a pressão pode abrir caminho para mudanças internas no país.
▪️ Novo líder supremo do Irã estaria com saúde “excelente”
O chanceler iraniano afirmou que Mojtaba Khamenei, sucessor do aiatolá Ali Khamenei, está em “excelente saúde” e mantém o controle da situação.
▪️ Finalíssima entre Argentina e Espanha é cancelada
A edição de 2026 da Finalíssima, que reuniria os campeões da Eurocopa e da Copa América em Doha, foi cancelada devido à guerra no Oriente Médio.
▪️ Impacto econômico já começa a aparecer
Economistas avaliam que a escalada do petróleo pode levar o IPCA brasileiro a se aproximar de 5% no cenário mais pessimista, pressionando combustíveis e a condução da política monetária.
▪️ Papa pede cessar-fogo imediato
O papa Leão XIV voltou a pedir cessar-fogo e retomada do diálogo, alertando para o número crescente de vítimas e deslocados.
📊 CONTEXTO DE MERCADO
A escalada militar e os riscos ao fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz continuam sendo o principal fator de volatilidade para petróleo, inflação e mercados globais.O conflito no Oriente Médio deve dominar o ambiente econômico global na próxima semana e colocar bancos centrais diante de um dilema na condução da política monetária. A escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã levou o barril de petróleo a fechar a semana acima de US$ 100, após ter se aproximado de US$ 120 nos últimos dias, o que aumenta os riscos de inflação e dificulta decisões sobre cortes de juros.
Agenda da Semana
O mercado acompanha os efeitos da interrupção do fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% da demanda mundial de petróleo. O fechamento da passagem elevou o prêmio de risco geopolítico da commodity e gerou temor de escassez global, enquanto produtores da região reduzem a oferta diante das dificuldades de escoamento.
Nesse cenário, investidores voltam a atenção para as decisões de política monetária e para os comunicados das autoridades econômicas, que tentarão avaliar até que ponto a disparada do petróleo pode afetar inflação, atividade e o ritmo de cortes de juros ao redor do mundo.
Rentabilidade das principais classes
De olho nos gráficos
Ibovespa [IBOV]
O Ibovespa encerrou a semana em queda e próximo das mínimas, após a forte valorização registrada no início do ano. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento atual reflete uma correção depois da rápida alta observada em janeiro. “O mercado teve uma impulsão muito grande anteriormente, quando o índice saiu da região de 167 mil para 177 mil pontos em apenas três pregões”, afirma. Para ele, a perda do patamar de 177.500 pontos abre espaço para uma correção mais ampla. “Com essa quebra, o primeiro suporte aparece em 172.500 pontos e, depois, em 167 mil”, diz Borges, que observa a formação de pivôs de baixa em diversos papéis no gráfico diário.
C&A [CEAB3]
Entre as ações, o analista destaca posição vendida em C&A. De acordo com Borges, a operação foi iniciada a R$ 11,64 e já acumula cerca de 5% de ganho. “Era uma das ações com melhor configuração para queda no gráfico semanal”, afirma. Ele avalia que o papel pode buscar inicialmente o suporte em R$ 9,42. “Se houver rompimento dessa região, o próximo alvo técnico fica perto de R$ 7,01, o que representaria um potencial de rentabilidade de quase 40%”, acrescenta.
Bitcoin
No mercado de criptomoedas, Borges aponta possibilidade de valorização do Bitcoin no curto prazo. O ativo forma um topo nivelado próximo de US$ 74 mil no gráfico diário. “Existe uma grande concentração de posições alavancadas nessa região, especialmente em US$ 74.300”, afirma. Segundo ele, dados de corretoras indicam cerca de US$ 2 bilhões em posições que podem ser liquidadas caso o preço ultrapasse esse nível. “Quando há muita liquidez concentrada de um lado, o mercado costuma provocar movimentos fortes”, diz. Para o analista, o bitcoin pode alcançar US$ 80 mil e, em um cenário de maior força compradora, chegar a US$ 85 mil.
Petrobras [PETR4]
Já as ações da Petrobras registram forte valorização em 2026, com alta próxima de 50% no ano, movimento impulsionado principalmente pela escalada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Borges avalia que o cenário pode mudar caso haja avanço diplomático no conflito. “Boa parte da alta veio do petróleo, que reagiu à guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos”, afirma. O analista considera possível um movimento abrupto de queda caso surja um acordo ou cessar-fogo. “Se houver anúncio de pausa no conflito, podemos ver um gap de baixa relevante no petróleo e nas ações da Petrobras”, diz. Segundo ele, investidores que acumulam ganhos expressivos no papel podem considerar realizar lucros e aguardar novas oportunidades.
Relatórios da semana
O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:
Macro day: Global - Itaú
Os analistas do Itaú preparam um relatório abordando os principais temas macro globais. Entre eles, a guerra do Oriente Médio e o questinamento sobre os riscos no mercado de trabalho com o aperfeiçoamento das ferramentas de IA.
Relevant Holder Changes - Necton
Neste relatório da Necto, é possível ver importantes movimentos do mercado. Por exemplo: “a Baillie Gifford informou ao mercado que reduziu sua participação na Raízen para 4,93% das ações preferenciais da companhia.”
Estratégia de ações - XP
A XP avalia que a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 no Brasil tem apresentado resultados, em geral, abaixo das expectativas. Segundo o relatório, a proporção de surpresas positivas em receita, Ebitda e lucro líquido está nos níveis mais baixos da série histórica da casa. O setor de papel e celulose concentra os números mais favoráveis, enquanto propriedades comerciais e utilidade pública registram as maiores decepções.
Thematic Research - XP
Este relatório da XP aponta que a recente alta das ações brasileiras em 2026, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro, tem efeito limitado sobre o desempenho do mercado. Segundo a casa, períodos de forte fluxo internacional elevam temporariamente os retornos ajustados ao risco do Ibovespa, mas o impacto tende a desaparecer após cerca de 63 dias.
MÍDIAS DA SEMANA
MEMOLOGY
“Comecei a operar petróleo esta semana” - Taylo Swift
Bolsa Coreana formando figura gráfica Estreito de Ormuz




















