JPMorgan eleva PIB americano mesmo com payroll fraco
E mais. Carteiras sugeridas para agosto.
Nota do editor
Esta semana foi a vez de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Pra quem não sabe, Campo Grande é uma praça onde a Nomos ainda não tem operação física. A ideia era justamente ir até lá, estreitar o relacionamento com clientes que já atendemos e conhecer novos.
Obrigada a todos que participaram.
E desejo a todos um feliz dia dos pais.




Panorama da Semana
Nos Estados Unidos o payroll de julho trouxe sinais mistos. A taxa de desemprego caiu de 4,2% para 4,1%, o menor nível desde o início do ano passado, e as continuing claims confirmam essa tendência de queda. Mas o lado ruim veio da folha de pagamentos, que caiu 23 mil vagas, com revisões para baixo que deixam a média móvel de três meses em apenas 20 mil.
Apesar desse quadro fraco de emprego, os indicadores de atividade vieram fortes o suficiente para o JPMorgan elevar a projeção de PIB do terceiro trimestre de 1,75% para 2,5%.
A produtividade também surpreendeu para cima no segundo trimestre, subindo 1,4% anualizado contra projeção de apenas 0,5%. Combinada com o crescimento moderado de salários, essa dinâmica sugere que o mercado de trabalho não está gerando pressão relevante sobre a inflação no momento.
No campo institucional o governo reabriu a tentativa de remover a diretora do Fed, Lisa Cook, enviando carta para dizer que está “considerando” sua remoção e dando três semanas para resposta às acusações de fraude hipotecária. A expectativa é de novo desafio legal por parte de Cook. Isso traz incerteza sobre sua presença na reunião de setembro do FOMC.
Para a semana o CPI de julho é o dado mais importante, com projeção de núcleo em 0,22% no mês. Esse número provavelmente não basta para justificar uma alta de juros em setembro, mas leituras repetidas perto de 0,3% poderiam mudar esse cálculo. As vendas no varejo saem na sexta, com expectativa de queda de 0,4%, puxada por gasolina mais barata e enfraquecimento em outras categorias, parcialmente distorcida pela mudança do Amazon Prime Day de julho para junho.
No Brasil o Copom cortou a Selic em 25 pontos base para 14,00%, dentro do esperado, com comunicado que deixou o próximo passo em aberto. A leitura reforça a mensagem recente do presidente Galípolo: os dados vão ditar quanto tempo dura o ciclo de calibração. A visão de corte final de 25 pontos em setembro já está bastante precificada pelo mercado, embora exista risco de esse corte ter sido o último caso as condições financeiras apertem e o real desvalorize.
Os dados da semana mostram acomodação da atividade e da inflação no meio do ano. A produção industrial de junho caiu 1,8%, bem abaixo do esperado. Para a semana que vem a expectativa é de queda em serviços e no varejo, além de IPCA de julho ainda benigno, puxado por alimentos in natura e combustíveis. No campo eleitoral Lula e Flávio Bolsonaro confirmaram suas candidaturas, com pesquisas mostrando Lula na frente mas Flávio melhorando sua intenção de voto, o que reforça a visão de corrida competitiva.
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Carteiras sugeridas para agosto
Este post está sendo atualizado à medida que novas carteiras forem divulgadas. Última atualização 12h00 - 06/08














